Área tratada com defensivos agrícolas sobe 5% no Brasil, enquanto valor do mercado avança 11%
A área tratada com defensivos agrícolas aumentou 5% no primeiro semestre no Brasil, para 1,2 bilhão de hectares, com a “alta pressão” de pragas e doenças nas lavouras impulsionando a adoção de pesticidas, de acordo com levantamento da Kynetec Brasil, divulgado nesta quarta-feira pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg). O […]

A área tratada com defensivos agrícolas aumentou 5% no primeiro semestre no Brasil, para 1,2 bilhão de hectares, com a “alta pressão” de pragas e doenças nas lavouras impulsionando a adoção de pesticidas, de acordo com levantamento da Kynetec Brasil, divulgado nesta quarta-feira pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).
O volume total de produtos utilizados nas lavouras avançou 4,5% de janeiro a junho em relação ao mesmo período de 2025, para 793,8 mil toneladas, apontou o Sindiveg, que encomendou a pesquisa.
Segundo o estudo, a área tratada com fungicidas aumentou 7,4% no período, enquanto no caso dos inseticidas houve crescimento de cerca de 6% no comparativo com o primeiro semestre do ano passado, com aumento nas aplicações para controle da mosca-branca, principalmente.
O Brasil abriga o maior mercado mundial de defensivos agrícolas, movimentando cerca de US$20 bilhões em aplicações anuais, já que o clima tropical demanda grande quantidade de pesticidas para controlar as pragas e doenças, evitando perdas de produtividade.
Por outro lado, quando se considera a relação do uso de pesticida por tonelada de produção agrícola, o Brasil não se coloca entre os principais países consumidores de defensivos — figura na 14ª posição, embora seja o maior produtor de soja, cana e café, e o terceiro em milho, entre outras culturas relevantes globalmente, segundo representantes do setor.
O valor de mercado de defensivos agrícolas aumentou 11,1% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, para cerca de US$9 bilhões, segundo o levantamento, que indicou que a cultura do milho demandou investimentos de US$2,86 bilhões no período, alta de 11%. O levantamento também mostrou que a soja liderou o avanço do mercado em valor, com crescimento de 22% para US$2,3 bilhões.
A Kynetec Brasil ressaltou ainda que os produtos biológicos já representam cerca de 5% do mercado de defensivos agrícolas no país, praticamente dobrando a área tratada em cinco anos, com adoção dessa tecnologia em metade do total cultivado no país, enquanto produtores buscam opções aos químicos.
As aplicações de pesticidas levantadas na pesquisa do primeiro semestre refletem os manejos finais da safra de verão 2025/26, além da implantação das culturas de segunda safra, como milho e algodão.
A metodologia utilizada no estudo considera todas as aplicações de pesticidas em uma mesma lavoura, o que explica por que o total estimado supera de longe o tamanho da área cultivada no país.
Nos primeiros seis meses do ano, o milho representou 35% da área tratada, seguido por soja (29%), algodão (14%), pastagem (6%), cana (4%), hortifruti (2%), feijão (2%), citros (2%), arroz (2%), trigo (2%) e outros (3%).
Na análise sobre a totalidade de volume aplicado, os herbicidas representaram 41% do consumo, seguidos pelos inseticidas (29%) e fungicidas (22%).
Quanto à distribuição por área tratada, de acordo com nota do Sindiveg, os inseticidas aparecem com 35% da cobertura, à frente de herbicidas (19%) e fungicidas (17%).
O segmento de tratamento de sementes respondeu por 6% da área protegida, enquanto outros (adjuvantes e reguladores de crescimento) representaram 23% restantes.
