Arrecadação federal bate recorde de R$ 266 bi em maio e R$ 1,3 tri no ano

AReceita Federal divulgou nesta quinta-feira, 25, os valores atualizados de arrecadação federal acumulados pelo Estado brasileiro em 2026. Maio bateu o recorde histórico, com R$ 266,8 bilhões, fazendo o valor cumulativo do ano R$ 1,32 trilhão, até o momento.
O resultado representa uma alta real de 10,7% em relação a maio de 2025, considerando a correção pela inflação. Segundo a Receita, o desempenho foi o maior registrado para um mês de maio desde o início da série histórica, em 1995.
O acumulado entre janeiro e maio, de R$ 1,32 trilhão, também é o maior resultado da série para o período. O valor supera os R$ 1,19 trilhão registrados nos cinco primeiros meses de 2025, com crescimento real de cerca de 11%.
Petróleo e impostos impulsionam resultado
Entre os fatores que contribuíram para o avanço da arrecadação em 2026 está o aumento das receitas relacionadas ao setor de petróleo e gás natural. De acordo com o órgão, a alta dos preços do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio elevou o recolhimento de tributos ligados à atividade.
No acumulado do ano, a arrecadação proveniente da extração de petróleo e gás natural alcançou R$ 50,6 bilhões, contra R$ 13,1 bilhões no mesmo período de 2025. A alta real foi de 286%, sendo o valor atual quase o quádruplo do arrecadado em nos primeiros cinco meses do ano passado.
A Receita também destacou o desempenho do PIS/Cofins, impulsionado pelo setor de serviços.
Em maio, alguns tributos tiveram crescimento expressivo. A arrecadação com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) somou R$ 41,8 bilhões, alta real de 38,77% em comparação com o mesmo período anterior. De acordo com a Receita Federal, o resultado está relacionado às alterações legislativas implementadas em junho de 2025.
OImposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) arrecadaram juntos R$ 36,7 bilhões em maio, com crescimento real de 33,11%. Já o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) totalizou R$ 31,1 bilhões, avanço real de 16,64%.
Os dados históricos da Receita Federal mostram que a arrecadação vem crescendo nos últimos anos. Em 2025, o total acumulado chegou a R$ 2,88 trilhões, contra R$ 2,65 trilhões em 2024 e R$ 2,31 trilhões em 2023. Em 2020, o valor anual havia sido de R$ 1,47 trilhão.
Arrecadação ajuda governo a buscar meta fiscal
O aumento das receitas ocorre em um ano em que o governo federal busca cumprir a meta fiscal definida pelo Ministério da Fazenda, de superávit primário de R$ 34 bilhões, equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).
Apesar do crescimento da arrecadação, o governo anunciou em maio um bloqueio de R$ 23,7 bilhões no Orçamento para adequar as despesas ao limite previsto.
Segundo o governo, a medida foi influenciada principalmente pela revisão das projeções de gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que aumentaram em R$ 14,1 bilhões, além da elevação de R$ 11 bilhões na previsão de despesas com a Previdência Social.
O bloqueio atinge despesas discricionárias, como investimentos, quando as estimativas indicam que os gastos podem superar os limites estabelecidos.
Com informações de O Globo
