Arrecadação federal bate recorde histórico e chega a R$ 1,58 trilhão no 1º semestre
Receita cresceu 6,6% no primeiro semestre, impulsionada pela alta do PIB e pelo aumento da tributação promovido pelo governo Lula

A arrecadação federal somou R$ 1,58 trilhão no primeiro semestre deste ano, uma alta de 6,6% em relação ao mesmo período em 2025 e o maior valor já registrado pela Receita Federal desde o início da série histórica, em 1995. Divulgado nesta quinta-feira, 30, o crescimento do montante foi impulsionado, principalmente, pelo aumento da tributação no governo Lula e pelaalta no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 1,1% no primeiro trimestre de 2026.
Entre as fontes de arrecadação do governo federal, a receita previdenciária liderou a contribuição para o resultado, seguida pelostributos sobre a renda das empresas, pelo PIS/Cofins e peloImposto de Renda da Pessoa Física incidente sobre rendimentos do capital.
Até o final do ano, oaumento no PIB do país deve chegar a 2%, de acordo com o Relatório Focus do Banco Central. Com isso, a arrecadação federal deve crescer ainda mais, reforçando a estratégia do governo de elevar as receitas para cumprir a meta fiscal de 2026, que prevê superávit de R$ 34,3 bilhões.
Apesar da alta na arrecadação, aDívida Pública Federal (DPF) atingiu o patamar de R$ 9,268 trilhões em junho deste ano, representando um acréscimo de 2,61% em relação a maio, quando o estoque estava em R$ 9,033 trilhões. A informação foi divulgada pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira, 29, que apontou um aumento de R$ 235,74 bilhões no estoque da dívida em apenas um mês.
Receita previdenciária e IR puxaram o crescimento
Segundo a Receita Federal, a receita previdenciária arrecadou R$ 381 bilhões entre janeiro e junho, um crescimento real de 5,08% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O desempenho foi impulsionado pelo crescimento real de 3,27% da massa salarial, pelo avanço de 5,46% na arrecadação previdenciária do Simples Nacional e pelo aumento de 16,85% nas compensações tributárias envolvendo débitos previdenciários. Também contribuíram para o resultado a reoneração gradual da folha de pagamentos de empresas e da contribuição patronal dos municípios.
Outro destaque foi a arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que somou R$ 313 bilhões, com crescimento real de 5,73%.
De acordo com a Receita, o avanço ocorreu principalmente por causa do aumento de 11,35% na arrecadação das empresas enquadradas no regime de lucro presumido e da alta de 18,18% nos pagamentos referentes às declarações de ajuste do IRPJ e da CSLL relativas aos fatos geradores de 2025.
PIS/Cofins e renda fixa também avançaram
A arrecadação conjunta de PIS/Pasep e Cofins atingiu R$ 309,6 bilhões no semestre, registrando crescimento real de 4,45%.
Segundo o governo, o desempenho reflete o aumento do volume de vendas e da atividade do setor de serviços, além da retomada da cobrança de tributos de segmentos que haviam sido beneficiados pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado durante a pandemia.
Já o Imposto de Renda da Pessoa Física incidente sobre rendimentos do capital arrecadou R$ 92,2 bilhões, com crescimento real de 16,36%.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento de 31,92% na arrecadação proveniente de aplicações de renda fixa e pela alta de 12,46% na tributação sobre fundos de renda fixa.
Receita recorde ajuda meta fiscal
O desempenho recorde da arrecadação fortalece aestratégia da equipe econômica de ampliar as receitas para equilibrar as contas públicas. Nos últimos meses, o governo promoveu mudanças tributárias e reverteu benefícios fiscais concedidos anteriormente, medidas que, somadas ao crescimento da atividade econômica, elevaram a arrecadação federal.
Segundo a Receita Federal, o resultado do primeiro semestre é o maior já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1995, consolidando um novo recorde nominal e real para as contas do governo federal.
