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26/10/2026
3 min

As ações que ganham com a reeleição de Lula, segundo analista do Daycoval

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surpreendeu neste domingo (25) com a vantagem de cerca de 4,3 milhões votos sobre Flávio Bolsonaro (PL), que havia encerrado o primeiro turno e aparecia nas pesquisas eleitorais à frente do petista. Na visão de Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, a partir de agora […]

As ações que ganham com a reeleição de Lula, segundo analista do Daycoval

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surpreendeu neste domingo (25) com a vantagem de cerca de 4,3 milhões votos sobre Flávio Bolsonaro (PL), que havia encerrado o primeiro turno e aparecia nas pesquisas eleitorais à frente do petista.

Na visão de Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, a partir de agora a principal preocupação do mercado deverá permanecer concentrada na trajetória das contas públicas, na dinâmica da dívida e na capacidade do governo de apresentar um plano fiscal capaz de estabilizar o endividamento.

Na Bolsa, o atual cenário tende a favorecer uma postura mais seletiva, com maior atenção à geração de caixa, ao nível de endividamento, à previsibilidade das receitas e à exposição cambial de cada companhia.

Na construção civil, a continuidade das políticas habitacionais e dos mecanismos de financiamento voltados à população de menor renda poderia sustentar a demanda por imóveis populares. Nesse contexto, Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3) podem apresentar maior resiliência relativa em comparação com empresas mais dependentes do financiamento imobiliário de média e alta renda.

“O desempenho do segmento, entretanto, continuará condicionado às regras dos programas habitacionais, aos subsídios, aos custos de construção e à capacidade de execução dos projetos”, destaca Mollo.

Setores defensivos e empresas com receitas relativamente previsíveis também podem ganhar relevância. Caixa Seguridade (CXSE3) e TIM (TIMS3) oferecem exposição a negócios com dinâmicas operacionais distintas das empresas mais cíclicas.

Petrobras (PETR4), BB Seguridade (BBSE3) e Telefônica Brasil (VIVT3) também podem ser avaliadas pela geração de caixa e pela capacidade de remunerar os acionistas, considerando suas respectivas avaliações e riscos operacionais.

Em destaque, no caso de Petrobras, decisões de investimento, política de preços e influência do controlador permanecem fatores importantes, impedindo que a companhia seja considerada uma proteção automática contra o risco fiscal.

“Caso prevaleçam dúvidas sobre a sustentabilidade fiscal, os juros de longo prazo poderão permanecer elevados, limitando a expansão dos múltiplos das empresas listadas e mantendo o custo de capital elevado”, diz Mollo.

Exportadoras ganham destaque

Com Lula na Presidência, uma percepção de deterioração fiscal deve pressionar o real, elevando os custos de importação e contribuindo para manter as expectativas inflacionárias mais pressionadas.

No entanto, as empresas exportadoras e companhias com receitas relevantes em moeda estrangeira poderiam apresentar resiliência relativa.

Embraer (EMBJ3), Suzano (SUZB3) e Gerdau (GGBR4) são exemplos de empresas cuja exposição internacional pode favorecer os resultados em reais diante de uma eventual desvalorização cambial, embora os efeitos dependam dos custos dolarizados, dos preços internacionais e da demanda global.

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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