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Bolsa e dólarACS
03/10/2026
5 min

Às vésperas das eleições, só 8 ações do Ibovespa caíram na semana. Hapvida (HAPV3) e outras 6 têm alta de dois dígitos

Hapvida (HAPV3) acumulou alta de 24,6% nos últimos dias e foi o principal destaque do Ibovespa; entenda o bom humor da bolsa brasileira nesta semana

Às vésperas das eleições, só 8 ações do Ibovespa caíram na semana. Hapvida (HAPV3) e outras 6 têm alta de dois dígitos

Domingo (4) é dia de ir às urnas e, para muitos investidores da bolsa de valores, a semana que precedeu as eleições foi hora de ir às compras. O Ibovespa, principal índice das ações brasileiras, teve uma sequência de pregões bem positivos, com só oito papéis em queda entre segunda e sexta-feira.

O Ibovespa acumulou alta de 4,71% na semana. Só na sexta (2), a alta foi de 2,63% depois de renovar uma série de máximas intradiárias que lançaram o principal índice da bolsa brasileira aos 192.114,55 pontos.

De acordo com especialistas, o movimento reflete o posicionamento dos investidores para o pregão da segunda-feira (5), após o primeiro turno das eleições. Muitos investidores montaram posições em opções de compra do Ibovespa, com a aposta de que o índice deve subir forte nos próximos pregões. 

Já no mês de setembro, encerrado na última quarta-feira (30), o índice acumulou alta de 5,03%, no segundo melhor mês do ano.

“O movimento ao longo do mês refletiu a reprecificação das expectativas em torno da condução da política fiscal a partir de 2027, e a retomada do fluxo estrangeiro para a bolsa local. No exterior, o petróleo voltou a superar US$ 100 por barril com a escalada das tensões no Oriente Médio, antes de recuar na sexta com o anúncio de liberação de estoques europeus de diesel”, afirma Bruna Sene, analista de Renda Variável da Rico.

As ações que mais valorizaram na semana

Quem mais valorizou nesta semana foi a Hapvida (HAPV3), com alta de quase 25% com expectativas de melhora operacional da companhia.

De acordo com informações da Bloomberg, a Hapvida contratou o BTG Pactual e a XP para avaliar uma operação de sale-leaseback, envolvendo alguns de seus hospitais.

Nesse modelo, a empresa venderia imóveis hospitalares a investidores e continuaria a operá-los por meio de contratos de aluguel de longo prazo.

A transação, segundo a agência de notícias, pode levantar até R$ 1,5 bilhão para a companhia e as conversas ainda estão em estágio inicial.

Outros seis papéis também valorizaram em um patamar de dois dígitos: Vamos (VAMO3), Azzas 2154 (AZZA3) — em reação à notícia de que a empresa recebeu 15 propostas para a venda da Farm Rio — Cogna (COGN3), Magazine Luiza (MGLU3), Vivara (VIVA3) e C&A (CEAB3).

Veja a movimentação das ações:

Código Empresa Variação na semana
HAPV3 Hapvida 24,60%
VAMO3 Vamos 22,48%
AZZA3 Azzas 2154 19,29%
COGN3 Cogna 14,62%
MGLU3 Magazine Luiza 12,57%
VIVA3 Vivara 12,21%
CEAB3 C&A 11,23%
BBAS3 Banco do Brasil 9,87%
RENT3 Localiza 9,47%
MRVE3 MRV 8,90%
Fonte: B3

E quais foram as exceções no bom humor?

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Santander (SANB11), com queda de 5,58% na semana.

A ação do banco tem o pior desempenho entre os pares financeiros no acumulado do ano, com queda de 16,72%, com o mercado já de olho na eventual saída do papel da bolsa.

Outra ação com desvalorização semelhante foi a Minerva, que recuou 5,13%.

Veja os papéis que caíram nos últimos dias:

Código Empresa Variação na semana
SANB11 Santander Brasil -5,58%
BEEF3 Minerva -5,13%
EMBJ3 Embraer -3,22%
CSMG3 Copasa -2,78%
SUZB3 Suzano -1,44%
CXSE3 Caixa Seguridade -0,87%
TIMS3 Tim -0,32%
YDUQ3 Yduqs -0,18%
Fonte: B3

O que movimentou os mercados?

Por aqui, a disputa entre o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, segue acirrada e sem um vencedor claro, segundo as pesquisas eleitorais.

Já os mercados preditivos como Kalshi e Polymarket indicam uma vantagem do senador sobre Lula. Para os agentes financeiros, uma eventual consolidação desse cenário poderia abrir espaço para uma reação positiva dos ativos brasileiros.

No cenário macroeconômico, o mercado acompanhou os dados do mercado de trabalho: a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% nos três meses até agosto, menor nível para o período na série iniciada em 2012 e com recorde no número de empregados.

Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados apontou a criação de 165.827 vagas formais de trabalho em agosto, melhor desempenho em cinco meses.

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro, os Treasuries, mantiveram a trajetória de alta e renovaram máximas históricas em 24 anos, com as incertezas geopolíticas e expectativa de juros elevado por mais tempo.

O payroll, o principal relatório de empregos dos Estados Unidos, mostrou a abertura de 29 mil vagas de emprego em setembro, bem abaixo do esperado pelo mercado, e apontou para um aumento da taxa de desemprego de 4,1% para 4,2% no período.

Com os dados mais fracos, o mercado adiou a aposta de alta nos juros de outubro para dezembro.

Na sexta-feira (2), a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava cerca de 78% de chance de o Fed manter os juros na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano na próxima decisão, em outubro.

Para dezembro, a probabilidade de uma outra alta de pelo menos 25 pontos-base é superior a 80%, segundo a ferramenta.

*Com informações de Money Times

AutorSeu Dinheiro
FonteSeu Dinheiro
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