Asaas lança primeira maquininha de cartão e mira faturamento de R$ 1 bilhão em 2026
Com mais de 300 mil clientes e crescimento de 60% ao ano, fintech apresentou a Asaas Smart durante evento em São Paulo que reúne cerca de 3 mil participantes

RESUMO +
A plataforma de serviços financeiros para empresas Asaas lançou nesta quarta-feira, 14 de outubro, a Asaas Smart, sua primeira maquininha de cartão, durante o Asaas Connect 2026, em São Paulo. O equipamento aceita débito, crédito, aproximação, Pix e cartões de benefícios e integra as vendas à Conta Asaas. A fintech pretende superar R$ 1 bilhão em receita em 2026.
Para pequenos empresários, receber uma venda no cartão é apenas uma parte do trabalho. Depois, é preciso conferir o dinheiro que entrou, pagar fornecedores, organizar cobranças e acompanhar o caixa. Quando cada operação acontece em uma plataforma diferente, a gestão fica mais complicada.
É nesse problema que o Asaas, plataforma de serviços financeiros para empresas, quer ganhar espaço. A fintech, que já reúne mais de 300 mil clientes ativos e cresce 60% ao ano, está ampliando sua atuação para além das cobranças digitais.
Nesta quarta-feira, 14 de outubro, a empresa anunciou o lançamento da Asaas Smart, sua primeira maquininha de cartão, durante o Asaas Connect 2026, evento de negócios realizado no Transamérica Expo Center, em São Paulo. O encontro tem expectativa de receber cerca de 3 mil participantes e mais de 30 palestrantes.
“Quando o recebimento fica separado do restante da operação, a empresa perde tempo conciliando, toma decisão com informação incompleta e carrega custo operacional. Queremos possibilitar que a PME opere pagamentos, cobranças, saldo, crédito e rotinas financeiras críticas em um único ambiente, com dados melhores e menos fricção para crescer”, afirma Eduardo Kruger, diretor de Produtos do Asaas.
O lançamento faz parte de uma estratégia para acelerar o crescimento da companhia. O Asaas pretende ultrapassar R$ 1 bilhão em receita em 2026 e superar R$ 2 bilhões em 2027. Para isso, aposta na ampliação dos serviços financeiros, em parcerias e em aquisições de outras empresas.
Por que o Asaas decidiu lançar uma maquininha de cartão?
Até agora, a presença do Asaas nas vendas presenciais acontecia por meio do Asaas Tap, ferramenta que transforma o celular do empreendedor em uma maquininha de cartão.
Com a Asaas Smart, a empresa passa a oferecer um equipamento próprio para negócios com maior frequência de transações, como restaurantes, clínicas, pet shops, oficinas e estabelecimentos comerciais.
A maquininha aceita pagamentos no débito, crédito à vista e parcelado, aproximação, Pix por QR Code e cartões de benefícios. Também permite imprimir comprovantes, uma necessidade de parte dos estabelecimentos físicos.
Mas o principal diferencial que a empresa pretende explorar está na integração com os demais serviços financeiros.
O dinheiro recebido nas vendas entra diretamente na Conta Asaas, onde o empresário também pode acompanhar cobranças, pagamentos e outras movimentações do negócio.
A proposta é reduzir a necessidade de contratar diferentes fornecedores para administrar as finanças da empresa.
“É comum que o lojista tenha uma empresa de maquininha para o cartão no balcão e use outra solução para boletos, Pix e cobranças recorrentes. Ao integrar a operação, a proposta é centralizar entradas no mesmo extrato e saldo utilizados para pagar fornecedores, tributos e despesas operacionais”, afirma Kruger.
A entrada nesse mercado também representa um novo desafio. O Asaas terá de disputar espaço com empresas de pagamentos que já possuem redes de distribuição de maquininhas e relacionamento com comerciantes.
Para ganhar clientes, a companhia aposta na base de empresas que já utiliza sua plataforma e na possibilidade de concentrar diferentes serviços em um único sistema.
A aposta para chegar a R$ 1 bilhão
A expansão dos pagamentos presenciais faz parte de uma operação que já movimenta dezenas de bilhões de reais.
Segundo a companhia, o Asaas movimentou mais de 50 bilhões de reais em pagamentos em 2026. Agora, pretende alcançar 237 milhões de reais em volume de transações presenciais acumulado no ano, somando as operações da Asaas Smart e do Asaas Tap.
O indicador é conhecido como TPV, sigla em inglês para volume total de pagamentos processados, e representa o dinheiro movimentado pelos clientes, não a receita da fintech.
A estratégia também envolve ampliar a oferta de crédito para pequenas e médias empresas.
Em setembro, o Asaas anunciou um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) de 400 milhões de reais, estrutura utilizada para financiar operações como a antecipação de recebíveis.
Na prática, a modalidade permite que empresários recebam antes do prazo valores de vendas realizadas a prazo, mediante custos financeiros.
O objetivo é atender negócios que precisam de capital de giro para pagar despesas ou atravessar períodos de menor faturamento.
A companhia também mantém uma estratégia de crescimento por meio de fusões e aquisições, conhecidas pela sigla M&A, embora o material divulgado não detalhe novas negociações.
Evento reúne empresários em São Paulo
O lançamento da maquininha acontece durante o Asaas Connect 2026, evento organizado pela própria fintech para reunir empresários, executivos e especialistas em tecnologia e gestão.
A programação prevê 10 horas de conteúdo, distribuídas em três palcos simultâneos, além de uma feira de negócios.
Entre os nomes anunciados estão Karla Marques, vice-presidente executiva da Cimed; João Branco, ex-vice-presidente de Marketing do McDonald's; e Olga Maslikhova, investidora e apresentadora do podcast The J Curve.
Um dos destaques é a gravação de um episódio da 11ª temporada do Shark Tank Brasil, programa em que empreendedores apresentam seus negócios a investidores em busca de aportes.
“O evento nasceu a partir da proximidade que o Asaas tem com os desafios práticos de gestão no B2B, como previsibilidade de caixa e crescimento com eficiência”, afirma Júnior Beltrão, diretor de Receitas do Asaas.
Para a fintech, reunir empresários também é uma maneira de se aproximar do público que pretende conquistar com seus novos produtos.
A aposta agora será transformar essa proximidade em mais operações financeiras e fazer da maquininha uma nova fonte de crescimento para alcançar as metas de receita dos próximos anos.
