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Future of MoneyCPTO
04/08/2026
2 min

Associações cripto pedem adiamento de 120 dias para enviar pedido de autorização no BC

Empresas consideram que a complexidade aumentou e que a necessidade de certificação técnica por empresa independente dificulta o prazo atual

Associações cripto pedem adiamento de 120 dias para enviar pedido de autorização no BC

Três associações que representam empresas do setor de criptoativos emitiram uma nota na qual pedem para o Banco Central prorrogar, por 120 dias, o prazo para envio dos pedidos de autorização de operação.

Assinaram a nota a Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken), a Zetta e a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs). A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) não é signatária.

Na regulamentação publicada no ano passado, o BC estabeleceu que todas as companhias que trabalham com criptoativos no Brasil precisam tirar licença de prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs) para continuar operando. De acordo com a resolução 520 dessa regulação, o prazo limite para envio do pedido de licença é 30 de outubro deste ano.

Agora, as associações querem que a autoridade monetária aumente esse prazo. Uma das justificativas é que, ao longo de 2026, o editou uma série de normas para disciplinar a certificação técnica, os processos de autorização, remessas periódicas de informações etc. Com isso, o processo de autorização teria se tornado mais complexo, com necessidade de interpretação, contratação de especialistas e maior esforço para adequação.

“Nesse contexto, o tempo remanescente até 30 de outubro de 2026 se mostra insuficiente para que todas as entidades abrangidas concluam, com a profundidade e a segurança requeridas, o conjunto de providências progressivamente definido durante o próprio período de transição”, afirma a nota.

Certificação técnica exigida pelo BC

Já em relação à certificação técnica que o BC exigiu na instrução normativa 701, e que deve ser elaborada por empresa qualificada independente, as associações dizem que a conclusão do trabalho dessa companhia independente depende de que a PSAV já esteja atendendo aos requisitos da regulação.

Além disso, a empresa que busca tirar a licença de PSAV dependeria não só dela mesma como também da disponibilidade e capacidade operacional das certificadoras.

“Informações agregadas fornecidas pela CertiK, por exemplo, indicam que aproximadamente 80% dos projetos de certificação atualmente em andamento ainda se encontram nas etapas iniciais de certificação, com menos de 30% do escopo de trabalho concluído”, destacam as associações.

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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