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InvestMercadosACS
11/08/2026
4 min

Ata do Copom, inflação brasileira e balanços: o que move os mercados

No calendário corporativo brasileiro, o destaque fica para os balanços de BTG Pactual, B3, Cury, Direcional, Vamos e Veste

Ata do Copom, inflação brasileira e balanços: o que move os mercados

Os mercados começam esta terça-feira, 11, com uma agenda carregada de indicadores no Brasil e no exterior. Por aqui, o principal destaque é a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano.

A agenda ainda acontece em um ambiente de maior cautela nos mercados, depois de o petróleo disparar na segunda-feira, 10, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. O Brent se aproximou dos US$ 90 por barril, enquanto o impasse envolvendo o Estreito de Ormuz voltou a colocar no radar as preocupações com a oferta da commodity e os possíveis impactos sobre a inflação.

O que acompanhar

Às 8h, o Banco Central divulga a ata da reunião do Copom realizada nos dias 4 e 5 de agosto, quando a autoridade monetária reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano.

O documento será acompanhado de perto pelos investidores em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária. A ata deve detalhar a avaliação dos diretores do Banco Central sobre o cenário de inflação e atividade econômica e ajudar o mercado a entender como a autoridade monetária enxerga a trajetória dos juros após o primeiro corte da Selic para 14%.

Uma hora depois, às 9h, o IBGE divulga o IPCA de julho, principal indicador de inflação acompanhado pelo mercado. Em junho, o índice subiu 0,16% na comparação mensal e acumulou alta de 4,64% em 12 meses. A projeção indicada no material é de alta de 0,03% no mês e de 4,40% em 12 meses.

No mesmo horário, saem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que teve alta de 0,14% em junho e acumulava 4,33% em 12 meses, e o Sinapi, índice de custos da construção civil, que avançou 1,19% no mês anterior. O IBGE também divulga os dados de produção industrial regional referentes a junho.

Os números de inflação ganham importância em um momento em que o mercado tenta avaliar os próximos movimentos do Banco Central depois do corte da Selic.

Nos Estados Unidos, às 11h, a National Association of Realtors divulga os dados de vendas de moradias existentes. Em junho, foram vendidas 4,09 milhões de casas, com queda de 2,4% em relação ao mês anterior. A projeção é de 4,06 milhões de unidades.

O mercado americano também acompanha os juros dos títulos do Tesouro. Às 14h, será realizado o leilão de T-notes de três anos, que pode ajudar a indicar a demanda dos investidores pelos papéis e o comportamento das taxas de juros.

Balanços e agenda política no radar

No calendário corporativo brasileiro, o destaque fica para os balanços de BTG Pactual, B3, Cury, Direcional, Vamos e Veste.

Na agenda política, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, se reúne às 15h com líderes partidários para discutir a pauta de votações da semana. Também está prevista a divulgação de pesquisas CNT/MDA e Instituto Futura sobre avaliação do governo e eleição presidencial.

A Câmara ainda realiza, às 15h, uma audiência da Comissão Externa sobre os atos de pirataria e a agenda do “Brasil Legal” para discutir os impactos da pirataria no mercado de apostas on-line.

Com inflação e ata do Copom no Brasil, indicadores nos Estados Unidos e o petróleo ainda pressionado pelas tensões no Oriente Médio, o mercado terá uma terça-feira com vários pontos de atenção para definir a direção dos ativos.

Na segunda-feira, as bolsas de Nova York fecharam em baixa, enquanto o petróleo teve a terceira sessão consecutiva de ganhos em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e ao impasse envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.

O Brent para outubro subiu 5%, a US$ 87,72 por barril, enquanto o WTI para setembro avançou 5,05%, a US$ 82,13.

O Ibovespa também fechou a segunda baixa de 0,19%, aos 172.179,93 pontos, em mais um pregão de giro financeiro fraco, de R$ 17,7 bilhões. O índice chegou a ensaiar uma recuperação durante o dia, mas perdeu força diante do aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e da disparada do petróleo.

No câmbio, o dólar à vista subiu 0,53% e fechou a R$ 5,111. A valorização da moeda americana ocorreu em meio ao fortalecimento do dólar frente ao iene e a outras divisas de mercados emergentes, além das preocupações com a inflação provocadas pela alta do petróleo.

AutorClara Assunção
FonteExame
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