Ata do Copom, Lula na ONU e falas do Fed: o que move os mercados
No cenário doméstico, o mercado acompanha a chamada agenda eleitoral, com novas pesquisas previstas para esta terça-feira, 21

Os mercados entram nesta terça-feira, 22, com a atenção voltada principalmente para os bancos centrais e para os sinais sobre a trajetória dos juros. No Brasil, o principal destaque da agenda é a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que pode detalhar os argumentos por trás do corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para 13,75% ao ano.
No exterior, discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) e do Banco Central Europeu também estarão no radar dos investidores.
No cenário doméstico, o mercado acompanha a chamada agenda eleitoral, com novas pesquisas previstas para esta terça, além da participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na abertura da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. A fala está prevista para começar por volta das 10h (horário de Brasília).
A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda também divulga o Boletim Macrofiscal de setembro, com projeções para atividade, inflação e cenário fiscal.
O que acompanhar
A agenda começa às 8h, com a divulgação da ata do Copom. O documento traz os detalhes das discussões realizadas nas reuniões na semana passadam nos dias 15 e 16 de setembro, quandoo Banco Central reduziu a Selic para 13,75% ao ano.
O mercado deve buscar no texto sinais sobre a avaliação do Copom para a inflação, a atividade econômica e os próximos passos da política monetária.
Na mesma manhã, a Europa também terá falas de autoridades do BCE, incluindo a presidente Christine Lagarde.
Às 11h, o Eurostat divulga a prévia da confiança do consumidor da zona do euro em setembro. Em agosto, o indicador estava negativo em 15,5 pontos. O dado ajuda a medir a percepção dos consumidores sobre as condições econômicas da região.
Nos Estados Unidos, o foco estará nas falas de dirigentes do Federal Reserve. Às 11h05, o presidente do Fed de Nova York, John Williams, participa de um evento. Quinze minutos depois, às 11h20, será a vez do vice-presidente do Fed, Philip Jefferson.
As declarações ganham importância após a decisão mais recente do banco central americano e em meio à avaliação dos investidores sobreos próximos passos dos juros nos Estados Unidos. Qualquer sinal sobre inflação, atividade econômica ou política monetária pode repercutir nas taxas dos Treasuries, no dólar e nos ativos de risco.
Ainda nos EUA, às 14h, haverá leilão de T-notes de dois anos. A demanda pelos títulos será acompanhada pelo mercado em um momento em que os juros americanos seguem como uma das principais referências para os ativos globais.
No Brasil, outro destaque será o leilão do Tesouro, às 11h30, com ofertas de LFTs e NTN-Bs. A operação será observada pelos investidores em meio ao ambiente de juros ainda elevados no país e à discussão sobre a trajetória da Selic.
O mercado também acompanha nesta terça-feira a agenda de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Pela manhã, ele tem reuniões institucionais com André Esteves, do BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME), executivos do Google Cloud e representantes da Associação Open Finance.
À tarde, Galípolo se reúne com Milton Maluhy, presidente do Itaú Unibanco. Todos os encontros são fechados à imprensa.
Petróleo, geopolítica e eleições no radar
No mercado de commodities, o petróleo continua no radar depois da forte queda registrada na sessão anterior. O Brent para novembro caiu 3,40%, a US$ 100,34 o barril, enquanto o WTI recuou 4,51%, a US$ 95,78.
Às 17h30, o American Petroleum Institute divulga sua leitura sobre os estoques de petróleo bruto nos EUA. Na última divulgação, os estoques haviam aumentado em 7,140 milhões de barris. O número pode ajudar a calibrar as expectativas sobre oferta e demanda da commodity.A queda do petróleo ajudou a sustentar o bom humor dos mercados globais na segunda-feira. Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,71%, o S&P 500 avançou 1,49% e o Nasdaq ganhou 2,26%.
O Ibovespa vem de uma sessão de alta, impulsionado pelo ambiente externo mais favorável e pelo desempenho dos bancos. Oíndice subiu 0,74%, aos 186.595,60 pontos, enquanto o dólar à vista caiu 0,70%, a R$ 5,108.
