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InvestMercados
08/07/2026
4 min

Ata do Fed, vendas no varejo e tensão entre EUA e Irã: o que move os mercados

Ata do Fed, vendas no varejo e tensão entre EUA e Irã: o que move os mercados

Os investidores voltam suas atenções nesta quarta-feira, 8, para uma agenda carregada de indicadores no Brasil e nos Estados Unidos, em um pregão que será marcado principalmente pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

O documento pode oferecer novas pistas sobre os próximos passos da política monetária americana em um momento em que os mercados seguem divididos sobre o ciclo de juros.

O que acompanhar

No Brasil, os destaques ficam para os dados de vendas no varejo, que ajudam a medir o ritmo da atividade econômica, além do fluxo cambial semanal e do índice de confiança do consumidor.

O dia começa às 9h, com a divulgação das vendas no varejo de maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na leitura anterior, o indicador registrou queda de 1,5% na comparação mensal, mas ainda acumulava alta de 1% em relação ao mesmo período do ano passado. O dado será acompanhado de perto por investidores em busca de sinais sobre o desempenho da economia brasileira e seus possíveis reflexos para a política monetária.

No início da tarde, às 14h30, o Banco Central publica as estatísticas do fluxo cambial estrangeiro. Na última divulgação, o país registrou saída líquida de US$ 1,027 bilhão, indicador que costuma ser monitorado por seu impacto sobre o comportamento do dólar e dos ativos domésticos.

Também no Brasil, a Thomson Reuters/Ipsos divulga, ao meio-dia, o índice de confiança do consumidor. Em junho, o indicador ficou em 53 pontos e serve como termômetro das expectativas das famílias sobre a economia.

Nos Estados Unidos, a agenda ganha força às 11h30, com os dados semanais de estoques de petróleo bruto da Energy Information Administration (EIA). Na divulgação anterior, os estoques recuaram 3,775 milhões de barris, resultado próximo da expectativa do mercado. Em um ambiente de maior tensão geopolítica no Oriente Médio, os números podem influenciar o comportamento dos preços internacionais do petróleo.

O principal evento do dia, porém, acontece às 15h, quando o Federal Reserve divulga a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC). O documento deve ser analisado em busca de sinais sobre a avaliação dos dirigentes da autoridade monetária em relação à inflação, ao mercado de trabalho e ao futuro da taxa de juros nos Estados Unidos.

Além da agenda econômica, investidores também acompanham o cenário político. Está prevista a divulgação de pesquisas eleitorais dos institutos Gerp e Canal Meio sobre a corrida presidencial.

Já no Congresso, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) recebe, às 14h30, o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, para uma audiência sobre o cumprimento das metas fiscais referentes ao primeiro quadrimestre de 2026.

Como foi o último pregão

O Ibovespa encerrou a terça-feira, 7, em leve queda, pressionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais diante da escalada das tensões no Oriente Médio. O principal índice da B3 recuou 0,25%, aos 172.020 pontos.

A valorização do petróleo ajudou a conter perdas mais intensas da bolsa brasileira ao impulsionar as ações da Petrobras. Em contrapartida, a queda do minério de ferro e a renúncia do presidente do conselho de administração da Vale pressionaram os papéis da mineradora, enquanto bancos também contribuíram para o desempenho negativo do índice.

No mercado de câmbio, o dólar acompanhou o fortalecimento global da moeda americana e fechou em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,152.

Em Nova York, o movimento também foi de cautela. Os principais índices acionários fecharam em baixa, refletindo a combinação entre a realização de lucros nas empresas de tecnologia e o aumento das preocupações geopolíticas. O Dow Jones caiu 0,25%, o S&P 500 recuou 0,45% e o Nasdaq perdeu 1,16%.

Com esse pano de fundo, os investidores iniciam a sessão desta quarta-feira atentos aos desdobramentos do cenário geopolítico e ao comportamento do petróleo.

AutorClara Assunção
FonteExame
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