Ataques de Israel no sul do Líbano deixam ao menos cinco mortes, e EUA preparam cessar-fogo

Ataques israelenses no sul do Líbano deixaram pelo menos cinco mortos neste sábado, deixando a região ainda mais tensa, mesmo com um “cessar-fogo” mediado pelos Estados Unidos.
A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que uma pessoa morreu em um ataque aéreo que atingiu a cidade de Maarakeh, no distrito de Tiro. Ali Badie, prefeito da municipalidade de Ar-Rihan, também morreu em um ataque israelense no distrito de Jezzine, no sul do país. Outras três pessoas foram mortas nas cidades de Deir al-Zahrani e Kafr Reman, no distrito de Nabatieh.
Em Israel, os militares informaram que um alerta de ataque aéreo foi acionado na cidade de Metula, no norte do país, devido à “infiltração de uma aeronave hostil” vinda do Líbano, sem mencionar o Hezbollah, segundo a Reuters.
Em publicação nas redes sociais, o Exército israelense afirmou ter matado sete combatentes do Hezbollah ao longo da última semana.
Em outro comunicado, disse ter destruído lançadores de foguetes e atingido mais de 70 posições do grupo no sul do Líbano nas últimas 24 horas.
O Hezbollah declarou, em nota separada, ter atraído uma unidade de infantaria israelense para uma emboscada próxima a Kfar Tebnit, afirmando que detonou explosivos e direcionou fogo de artilharia na área, forçando a retirada das tropas israelenses.
Acordo entre EUA e Irã deve incluir o Líbano
Os ataques ocorrem em meio a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou no sábado que um acordo preliminar para encerrar a guerra entre EUA, Israel e Irã está “previsto para ser assinado amanhã”. A fala veio após o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, dizer que um acordo poderia ser finalizado dentro das próximas 24 horas.
Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o memorando de entendimento não será assinado no domingo, mas poderá ser concluído nos “próximos dias”, segundo a mídia estatal iraniana.
