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05/11/2026
3 min

Até onde vai o petróleo? Itaú BBA eleva projeção para o Brent e vê guerra sem saída rápida

Com a perspectiva de prolongamento dos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o Itaú BBA elevou a projeção para o barril do petróleo Brent nesta quinta-feira (5). O banco espera que o Brent encerre este ano a US$ 100 por barril, US$ 20 a mais do que a estimativa anterior. A cotação […]

Até onde vai o petróleo? Itaú BBA eleva projeção para o Brent e vê guerra sem saída rápida

Com a perspectiva de prolongamento dos conflitos entre Estados Unidos eIrã no Oriente Médio, o Itaú BBA elevou a projeção para o barril do petróleo Brent nesta quinta-feira (5).

O banco espera que o Brent encerre este ano a US$ 100 por barril, US$ 20 a mais do que a estimativa anterior. A cotação deve seguir no mesmo nível durante o primeiro semestre de 2027.

A equipe de macroeconomia liderada por Diogo Guillen avalia que ainda “não há evidência de uma resolução rápida para o conflito no Oriente Médio que fundamente uma queda dos preços no curto prazo”.

Isso, na avaliação da equipe, justifica a expectativa de manutenção de um prêmio de risco geopolítico elevado por mais tempo, sobrepondo-se no curto e médio prazos aos fundamentos estruturais de excesso de oferta.

Além disso, o salto nos custos de frete e seguro combinados com as as restrições persistentes na oferta de derivados sustentam o barril ao redor de US$ 100.

Nesta quinta (5), os preços do petróleo operam em alta, em ajuste após a derrocada de quase 9% na véspera. Por volta de 13h20 (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para janeiro subia 2,50%, a US$ 96,99 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para o dezembro tinha alta de 2,70%, a US$ 90,51 o barril, no mesmo horário.

Petróleo acima de US$ 100

Nesta semana, o Goldman Sachs também revisou para cima os preços do petróleo, incorporando o risco de interrupções na oferta global da commodity no médio prazo. A terceira mudança nas estimativas em um período de 60 dias.

O banco elevou a projeção do Brent de US$ 90 para US$ 150 por barril para dezembro deste ano. Para 2027, a estimativa também subiu de US$ 80 para US$ 88 por barril.

Contudo, em um cenário de intensificação dos ataques a embarcações, danos à infraestrutura petrolífera e a manutenção de um prêmio de risco elevado por mais tempo, o barril do Brent pode alcançar US$ 140 até dezembro e registrar média próxima de US$ 130 por barril em 2027.

No caso do West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, o banco manteve a projeção de US$ 94 por barril em dezembro deste ano e elevou de US$ 73 para US$ 78 no fim de 2027.

“Agora esperamos que os mercados incorporem um prêmio de risco mais elevado, refletindo os riscos de queda na oferta do Oriente Médio, a duração dos principais choques de oferta de petróleo registrados no passado e a avaliação de muitos participantes do mercado de que será difícil alcançar um avanço diplomático duradouro”, avaliam os analistas do banco.

Segundo eles, os conflitos entre EUA e Irã e Rússia e Ucrânia, somados à uma fragmentação geopolítica mais ampla, criam um “levado risco” de interrupções na oferta do óleo bruto.

O Goldman Sachs também considera que o valor justo do Brent pouco mudou em setembro e outubro: os estoques globais — seu principal fator determinante — permaneceram praticamente estáveis, uma vez que os ajustes de mercado reequilibraram, em grande medida, a produção e o consumo globais de petróleo.

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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