Atendimento compartilhado
Projeto-piloto em Cuiabá combina autoatendimento e suporte presencial para ampliar o acesso aos serviços financeiros

Em um mundo cada vez mais digital, ainda faz sentido investir em espaços físicos para o atendimento financeiro? O avanço da tecnologia não elimina a necessidade de atendimento presencial, mas talvez seja hora de repensar como esses espaços são organizados, operados e compartilhados. O que muda é a forma de oferecê-lo, combinando conveniência, eficiência e uma experiência de qualidade para os consumidores.
Essa transformação já está acontecendo em outros países. No Reino Unido, por exemplo, os Banking Hubs reúnem serviços de diferentes instituições financeiras em um mesmo espaço, oferecendo operações de caixa e suporte presencial. São 250 hubs em operação no país e, segundo a Cash Access UK, esses espaços de serviços movimentam juntos quase um milhão de transações por mês.
No Brasil, o compartilhamento de infraestrutura financeira não é novidade. Há décadas, a Tecban desenvolve esse modelo por meio do Banco24Horas, conectando mais de 150 instituições financeiras em uma única rede de autoatendimento. É uma solução que permite ampliar o acesso da população aos serviços financeiros e, ao mesmo tempo, gerar escala e eficiência para as instituições participantes.
Agora, estamos dando mais um passo nessa trajetória. Inauguramos recentemente, em Cuiabá, no Mato Grosso, o primeiro Espaço Banco24Horas, um projeto-piloto que combina a tecnologia do autoatendimento com a presença de profissionais preparados para auxiliar os consumidores. A proposta é oferecer uma experiência mais completa e acolhedora em um ambiente compartilhado, que atende clientes das diferentes instituições conectadas à nossa rede.
A proposta é a de experimentar um modelo de atendimento que responda às necessidades de um mercado em transformação. Um modelo que reconhece que os consumidores têm diferentes perfis, necessidades e níveis de familiaridade com a tecnologia, e que a presença humana continua fazendo diferença em muitas situações. Como todo projeto-piloto, essa iniciativa será acompanhada de perto. Vamos observar a dinâmica da operação, a experiência dos usuários e os aprendizados que poderão orientar os próximos passos.
O futuro da infraestrutura financeira não será definido pela escolha entre o físico e o digital, mas pela capacidade de integrar ambos de maneira inteligente. E o compartilhamento pode ter um papel cada vez mais relevante nessa transformação, permitindo que as instituições financeiras sejam mais eficientes, sem renunciar à proximidade e da qualidade do atendimento aos seus clientes.
