Aumento de capital bilionário do Bradesco, o adeus do Santander e os dividendos da Vale; veja as mais lidas da semana
A última semana foi marcada por notícias importantes dos bancões brasileiros. Os investidores acompanharam desde um aumento de capial bilionário no Bradesco (BBDC4) ao adeus do Santander (SANB11) à bolsa brasileira. E isso tudo, em meio a temporada de balanços do segundo trimestre de 2026, que deixou o mercado animado após a divulgação dos dividendos […]
A última semana foi marcada por notícias importantes dos bancões brasileiros. Os investidores acompanharam desde um aumento de capial bilionário no Bradesco(BBDC4) ao adeus do Santander(SANB11) à bolsa brasileira. E isso tudo, em meio a temporada de balanços do segundo trimestre de 2026, que deixou o mercado animado após a divulgação dos dividendos da Vale(VALE3).
Além dos assuntos corporativos, os leitores do Money Times ainda entenderam o que motivou o pregão mais curto da última sexta-feira (31) e os ajustes no aluguel com a reforma tributária.
Essas e outras notícias que movimentaram o mercado você confere agora.
Bradesco (BBDC4) fará aumento de capital de até R$ 10 bilhões e antecipa pagamento de R$ 6,5 bilhões em JCP
O Bradesco (BBDC3;BBDC4) informou ao mercado que realizará um aumento de capital de até R$ 10 bilhões por meio de uma subscrição privada de ações, operação que prevê a participação de quem já está na base de acionistas do banco. Além disso, o banco irá antecipar o pagamento de R$ 6,5 bilhões em juros sobre o capital próprio (JCP) já declarados, que poderão ser utilizados na capitalização.
De acordo com o fato relevante divulgado ao mercado na noite de quarta-feira (29), as acionistas controladoras assumiram o compromisso de aportar até R$ 8 bilhões.
O preço definido para as ações teve um deságio (desconto) de 6% sobre o fechamento do pregão de 28 de julho, ficado em R$ 15,43 por ação ordinária (BBDC3) e R$ 17,64 por ação preferencial (BBDC4). O desconto busca incentivar os acionistas a participarem da operação.
“As acionistas controladoras têm o legítimo interesse de continuar investindo no banco, onde salientam e reiteram sua elevada confiança no plano de transformação que está em andamento, com execução acelerada e bem-sucedida, trazendo impactos positivos crescentes sobre eficiência operacional e competitividade do Bradesco perante o mercado”, diz o documento.
Adeus, Santander Brasil (SANB11)? Matriz lança oferta bilionária para comprar ações; veja o que o banco fará para ‘seduzir’ o investidor
O que o mercado especulava finalmente aconteceu: o Banco Santander da Espanha propôs trocar as ações do Santander Brasil (SANB11) listadas na B3 por BDRs ou ADRs da matriz espanhola, segundo documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (30).
Ao todo, o banco europeu poderá desembolsar 1,908 bilhão de euros (cerca de R$ 11 bilhões) na operação para adquirir até 10% de todas as ações preferenciais, ordinárias e units em circulação.
Para convencer os acionistas a aderirem à proposta, o Santander vai oferecer um prêmio de 15%.
A oferta será voluntária e não buscará a deslistagem do Santander. Além disso, a operação não estará sujeita a uma condição mínima de aceitação. Já os papéis americanos (ADSs) da subsidiária brasileira poderão ser deslistados da NYSE, dependendo do resultado da oferta nos EUA.
A conclusão da oferta depende da aprovação dos órgãos reguladores no Brasil e nos EUA, além da autorização dos acionistas do Banco Santander para a emissão das novas ações.
Vale (VALE3) aprova JCP e dividendos de R$ 2,03 por ação e anuncia recompra de até 100 milhões de papéis
A Vale (VALE3) aprovou nesta quinta-feira (30) o pagamento de R$ 2,03 por ação em juros sobre capital próprio (JCP) e dividendos aos acionistas. Na mesma reunião, o conselho de administração também autorizou um novo programa de recompra de até 100 milhões de ações ordinárias, reforçando a política de retorno de capital da mineradora.
A remuneração aprovada será de R$ 2,03072189812 por ação, dos quais R$ 1,568705805 serão pagos na forma de JCP e R$ 0,462016093 como dividendos.
Terão direito ao pagamento os investidores com posição acionária ao fim do pregão de 11 de agosto. As ações passarão a ser negociadas na condição de ex-dividendos a partir de 12 de agosto, enquanto o pagamento será realizado em 2 de setembro. Para os detentores de ADRs, a data de corte será 13 de agosto, com pagamento previsto para 10 de setembro.
Aluguel na reforma tributária: proprietários de imóveis terão que emitir nota fiscal, mas medida não atinge todos os locadores
Quem aluga imóveis pode ser obrigado a ter Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e emitir nota fiscal a partir de 1º de janeiro de 2027. A exigência faz parte da regulamentação da Reforma Tributária (Lei Complementar nº 214/2025), que prevê a cobrança do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) sobre determinadas locações por pessoas físicas.
A mudança afeta diretamente a rentabilidade dos investidores do setor imobiliário, que precisarão se adequar ao novo sistema de arrecadação para evitar autuações fiscais.
Conforme esclarece a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon), a exigência tem caráter estritamente cadastral e não transforma o proprietário em pessoa jurídica nem altera a sua condição de contribuinte pessoa física perante o Imposto de Renda.
Pregão mais curto? Ibovespa (IBOV) abriu mais tarde nesta sexta-feira (31)
O Ibovespa (IBOV) teve o pregão mais curto nesta sexta-feira (31), último pregão de julho. Segundo a B3, a abertura das negociações foi adiada em decorrência de problemas técnicos no processamento do pós-mercado na quinta-feira (30).
A Agência Bovespa divulgou diversos comunicados informando que os leilões de abertura das ações começariam às 12h03 (horário de Brasília).
Normalmente, a abertura do pregão regular é às 10h (horário de Brasília). Além do Ibovespa, outros índices também começaram ser negociados somente no início da tarde de sexta, como o índice de fundos imobiliários (IFIX) e o de small caps (SMLL).
Fundo de R$ 2,2 bilhões ligado ao Banco Master e a Vorcaro perde quase 80% de valor em um mês
O Marne Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, que recebeu praticamente todo o patrimônio de outro fundo, o Somme, no início deste ano, perdeu quase 80% de seu valor em um mês. A queda atingiu diretamente uma estrutura que, como mostrado anteriormente pelo Money Times, teria sido usada para ocultar patrimônio ligado a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Dados oficiais enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostram que o patrimônio líquido do fundo Marne caiu de R$ 2,23 bilhões, em 31 de maio, para R$ 446,7 milhões, no fim de junho. A cota passou de R$ 1.039,89 para R$ 208,32 — uma desvalorização de 79,97% em apenas um mês. A perda equivale a aproximadamente R$ 1,78 bilhão.
