B3 muda regra do Ibovespa e BDRs de brasileiras poderão entrar no índice já a partir da próxima edição
B3 muda regra do Ibovespa para permitir BDRs, mas com limite de 10% do total da carteira teórica

O Ibovespa está prestes a ficar mais diversificado e internacional. Uma nova regra da B3 permitirá que, a partir do ano que vem, ações de brasileiras emitidas lá fora integrem o índice, por meio de BDRs (sigla em inglês para Brazilian Depositary Receipts).
A B3 anunciou essa mudança na metodologia do Ibovespa (IBOV), principal índice da bolsa brasileira, em comunicado divulgado ontem (8).
A regra começará a valer a partir do primeiro semestre de 2027. A carteira atual tem validade até dezembro deste ano.
A participação total de BDRs no IBOV será limitada a 10% da carteira teórica, de forma a preservar a aderência do índice às regras aplicáveis a fundos de investimento e entidades de previdência.
Segundo a operadora da bolsa, a decisão foi tomada após “amplo processo de discussão com os
participantes do mercado” e reflete as transformações do mercado nos últimos anos.
De acordo com o Broadcast, essa mudança ampliaria a diversidade setorial do índice. Além disso, reduziria o peso das ações de commodities no índice, além de permitir a entrada de nomes de tecnologia e comércio eletrônico.
Como é definida a composição do Ibovespa?
Além disso, a B3 ressaltou que a ampliação do universo elegível do IBOV não significa que todos os BDRs de empresas brasileiras entrarão automaticamente no índice. O mesmo acontece com as outras ações da B3: para entrar na carteira teórica, os papéis deverão atender a critérios da metodologia.
A carteira do Ibovespa é rebalanceada a cada quatro meses, com base em alguns critérios.
Entre eles, índice de negociabilidade (IN), o volume de negociação e o status da empresa — companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo. O desempenho das ações não é considerado um critério de entrada ou saída do índice.
Ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) de uma mesma companhia podem integrar o índice. Units também podem ingressar no IBOV.
Hoje, a carteira conta com 76 papéis de 74 empresas brasileiras. A nova composição entrou em vigor ontem e tem validade até dezembro.
