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Sacre Investimentos
Mundo
03/07/2026
2 min

Baixa vacinação após terremotos eleva risco de epidemias na Venezuela, diz OMS

Baixa vacinação após terremotos eleva risco de epidemias na Venezuela, diz OMS

Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o aumento do risco de surtos de doenças na Venezuela após osterremotos que atingiram o país no fim de junho.

A principal preocupação é a baixa cobertura vacinal, que pode favorecer a disseminação de enfermidades evitáveis, como o sarampo, especialmente nos abrigos que recebem desabrigados.

Segundo o diretor de Emergências da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Ciro Ugarte, a situação exige vigilância imediata porque a cobertura de imunização já era considerada insuficiente antes da tragédia.

"A cobertura de vacinação na Venezuela, especialmente contra o sarampo e outras doenças, já era baixa, por isso o risco de ocorrência de casos é elevado neste momento", afirmou durante entrevista virtual.

Além da baixa imunização, a OMS avalia que as dificuldades no abastecimento de água aumentam o risco de surtos nas áreas mais afetadas pelos terremotos. Segundo Ugarte, ainda há dificuldade para monitorar as condições sanitárias em todos os abrigos, tornando prioritária a análise da qualidade da água distribuída à população.

O especialista afirmou que uma das medidas consideradas é a realização de campanhas de vacinação direcionadas, principalmente em abrigos superlotados e nas regiões mais atingidas, além de ações para prevenir doenças transmitidas por mosquitos e outros vetores.

Hospitais operam com estrutura comprometida

A OPAS informou que conseguiu avaliar oito unidades de saúde após a tragédia. Todas necessitam de apoio, e três delas sofreram danos estruturais.

Entre os casos mais críticos está o Hospital José María Vargas, em Caracas. De acordo com o organismo, a unidade opera com 96 pacientes em uma ala projetada para apenas oito leitos e enfrenta níveis extremamente baixos em seu banco de sangue.

Em La Guaira, o Hospital Rafael Medina Jiménez reduziu sua capacidade de atendimento de 108 para 35 leitos. Outros 22 centros de saúde também relataram falta de recursos e dificuldades para manter os serviços.

*Com EFE 

AutorEstela Marconi
FonteExame
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