Balança comercial fecha julho com superávit de US$ 7,07 bilhões; China segue como maior parceiro
Entre os principais parceiros comerciais do Brasil, a China manteve a liderança em julho

A balança comercial do Brasil registrou superávit de US$ 7,07 bilhões em julho, alta de 1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta quinta-feira, 6.
As exportações somaram US$ 34,12 bilhões, crescimento de 6,2%, enquanto as importações totalizaram US$ 27,05 bilhões, avanço de 7,6%. A corrente de comércio, soma de tudo o que o país exportou e importou, subiu 6,8%, para US$ 61,17 bilhões.
O que puxou as exportações
Entre os setores, a Indústria Extrativa foi a que mais cresceu em julho, com alta de 10,8% e vendas de US$ 8,23 bilhões, impulsionada por minérios e petróleo.
A Agropecuária avançou 9,3%, para US$ 7,82 bilhões, com destaque para animais vivos, soja e algodão em bruto. Já a Indústria de Transformação, maior setor exportador, cresceu de forma mais contida, 2,4%, somando US$ 17,83 bilhões, com celulose e óleos combustíveis entre os destaques.
Do lado oposto, produtos como café não torrado, milho não moído e minério de ferro tiveram queda nas vendas externas em julho. No campo, o café acumula recuo de 17,8% também no ano.
No acumulado de 2026, a Indústria Extrativa lidera o crescimento das exportações, com alta de 21,3% (US$ 54,35 bilhões), seguida pela Agropecuária (+9,2%, US$ 50,48 bilhões) e pela Indústria de Transformação (+6,3%, US$ 112,50 bilhões). Chamou atenção o avanço de 67,8% nas vendas de animais vivos e de 63,6% no ouro não monetário.
China segue como maior parceiro
Entre os principais parceiros comerciais do Brasil, a China manteve a liderança em julho. As exportações para o país cresceram 8,6%, para US$ 10,67 bilhões, e as importações avançaram 7,8%, para US$ 6,42 bilhões, resultando em superávit de US$ 4,26 bilhões. No acumulado do ano, o superávit com os chineses chega a US$ 24,06 bilhões, com exportações em alta de 19,7%.
Já a relação comercial com os Estados Unidos segue em queda. Em julho, as exportações brasileiras para o país caíram 5%, para US$ 3,64 bilhões, enquanto as importações subiram 0,6%, para US$ 4,28 bilhões, mostrando um déficit de US$ 0,64 bilhão. No acumulado do ano, o rombo é de US$ 2,27 bilhões, com as exportações em queda de 12,2%.
(Em atualização)
