Balanço de Caixa Seguridade (CXSE3) divide opiniões e ações caem; 4 analistas dizem o que fazer com papel agora
As ações da Caixa Seguridade (CXSE3) despontam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV) nesta terça-feira (11) em reação ao balanço do segundo trimestre (2T26). Por volta de 11h10 (horário de Brasília), CXSE3 caía 1,32%, a R$ 18,68. Na abertura dos negócios, os papéis chegaram a cair 3,31% (R$ 18,28), na mínima intradia. Acompanhe o […]

As ações da Caixa Seguridade (CXSE3) despontam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV) nesta terça-feira (11) em reação ao balanço do segundo trimestre (2T26).
Por volta de 11h10 (horário de Brasília), CXSE3 caía 1,32%, a R$ 18,68. Na abertura dos negócios, os papéis chegaram a cair 3,31% (R$ 18,28), na mínima intradia. Acompanhe o Tempo Real.
A Caixa Seguridade, seguradora da Caixa Econômica Federal (CEF), registrou lucro líquido gerencial de R$ 1,14 bilhão no 2T26, alta de 9,5% em relação a igual intervalo de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, houve queda de 0,2%, de acordo com a companhia.
As receitas operacionais subiram 8,5% em um ano, para R$ 1,5 bilhão. As empresas em que a holding tem participação responderam por R$ 884,7 milhões das receitas, avanço de 11% no confronto anual. As receitas com comissionamento subiram 5,2% na mesma base comparativa, para R$ 615,3 milhões.
O resultado financeiro foi de R$ 45,1 milhões no segundo trimestre, queda de 0,8% em relação a igual período de 2025. Por outro lado, o resultado operacional aumentou 9,5%, a R$ 1,23 bilhão.
O que dizem os analistas
Não há um consenso entre os analistas sobre os números da Caixa Seguridade.
Para a XP Investimentos, a seguradora apresentou um resultado “sólido”, sustentado por tendências operacionais “saudáveis”.
Os analistas chamaram a atenção para o segmento habitacional, que permaneceu como o principal motor de crescimento dos seguros, enquanto previdência apresentou forte crescimento ano contra ano nas captações líquidas e capitalização manteve um forte ritmo.
“No geral, vemos mais um trimestre consistente, reforçando a combinação da CXSE de crescimento operacional resiliente, alta rentabilidade e forte geração de caixa, mas com sinais de moderação dos resultados após o ambiente de juros elevados e a normalização da sinistralidade”, avaliaram Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti.
O BTG Pactual avaliou que os resultados ficaram relativamente em linha com as expectativas do banco e “pouco” alteram a perspectiva de lucros para os próximos anos, dada a alta previsibilidade da Caixa Seg e sua longa duração.
“Embora as partes mais cíclicas do negócio tenham apresentado desempenho mais fraco, o principal e mais recorrente motor de crescimento, o seguro habitacional, continua crescendo em um forte ritmo de dois dígitos altos”, escreveram os analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antônio Pascale em relatório a clientes.
Para o Bank of America (BofA), a Caixa Seguridade apresentou tendências operacionais ‘mistas’: resultado financeiro sólido, crescimento dos prêmios emitidos em um dígito médio, índice de sinistralidade em linha com a média histórica, contribuições robustas para planos de previdência e expansão ainda fraca das receitas de corretagem, pressionadas pelo mix de originação.
Na avaliação do Bradesco BBI, o balanço também foi ‘misto’ e não forneceu evidências de uma aceleração mais ampla nas principais linhas de negócios. Os analistas Marcelo Mizrahi e Ricardo França destacaram que o índice de sinistralidade consolidado atingiu 24,2%, ficando 1,5 ponto percentual acima da projeção do banco devido a impactos pontuais no segmento prestamista.
O ponto positivo, por sua vez, foi despesas operacionais surpreendendo para baixo, ajudando a compensar parcialmente a fraqueza nas receitas, segundo os analistas.
O Itaú BBA considera que a “composição” do balanço foi “menos favorável”, ainda que o lucro tenha ficado ligeiramente acima da estimativa do banco.
O que fazer com CXSE3 agora?
O BTG Pactual reafirmou CXSE3 como a ação preferida (top pick) do setor de seguros, com recomendação de compra, e elevou o preço-alvo de R$ 23 para R$ 25 nos próximos 12 meses, o que implica em um potencial de valorização de 32,1% sobre o preço de fechamento anterior.
Segundo os analistas. o “trade” relativo entre CXSE3 e BB Seguridade (BBSE3) recuou recentemente de suas máximas, restabelecendo um ponto de entrada mais atraente após a forte performance acumulada da CXSE3 – considerando o período em que a ação é a top pick do banco, ou seja, desde em 1º de abril de 2025.
“CXSE3 continua oferecendo maior visibilidade de resultados, apoiada por sua carteira de seguros de maior duração, receitas recorrentes e profunda integração com a rede de distribuição da Caixa”, avalia o BTG.
Na mesma linha, o BofA reiterou a recomendação de compra, considerando que CXSE3 continua “proporcionando crescimento sólido do lucro em meio a um cenário macroeconômico desafiador”, além de um dividend yield estimado para 2027 “atrativo”, de 9%.
O Itaú BBA considera o valuation justo e mantém a recomendação neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 18 em dezembro deste ano. Ontem (10), CXSE3 terminou o dia cotado a R$ 18,93.
Já os analistas do Bradesco BBI veem espaço limitado para revisões para cima nas projeções e considera que o preço atual das ações “justo” diante das perspectivas de crescimento.
A recomendação é neutra e preço-alvo é de R$ 21 – o que representa um potencial de valorização de 12,7% sobre o preço de fechamento de ontem.
