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Sacre Investimentos
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21/10/2026
4 min

Balanços de gigantes e pesquisas Quaest, Gerp e Futura: o que move os mercados

A agenda de balanços desta quarta-feira, 21, inclui resultados da WEG e da Bradesaúde, no Brasil, além de Tesla e Meta, nos Estados Unidos

Balanços de gigantes e pesquisas Quaest, Gerp e Futura: o que move os mercados

Depois de uma sessão de alta na bolsa brasileira e queda do dólar, os investidores começam esta quarta-feira, 21, de olho na agenda de indicadores econômicos, nos resultados corporativos e, principalmente, nas novas pesquisas eleitorais. O Ibovespa subiu 1,57% na terça-feira, aos 208.295,98 pontos, enquanto o dólar à vista recuou 0,59%, a R$ 5,019, em um pregão marcado pelo maior apetite por risco.

Aexpectativa de uma possível vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial e as perspectivas para a política fiscal a partir de 2027 têm influenciado os negócios, segundo Marcos Bassani, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital. O cenário eleitoral, porém, ainda é incerto e limita uma tendência mais definida para a bolsa.

Nesta quarta-feira, o mercado terá novos levantamentos sobre a corrida presidencial, com pesquisas Quaest, Futura, Canal Meio, Gerp e Palver. Também será divulgada uma pesquisa Quaest para o governo do Distrito Federal.

O acompanhar

A agenda econômica começa às 3h, pelo horário de Brasília, com a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) do Reino Unido referente a setembro. Em agosto, a inflação britânica avançou 0,5% na comparação mensal e 3,1% em 12 meses.

Nos Estados Unidos, às 11h30, o Departamento de Energia (DoE) divulga os dados semanais dos estoques de petróleo bruto, referentes à semana encerrada em 16 de outubro. Na semana anterior, os estoques haviam recuado 8,557 milhões de barris.

O dado será acompanhado em um momento de atenção aos preços da commodity, depois de os contratos futuros de petróleo fecharem em queda na terça-feira. O Brent para dezembro recuou 0,69%, a US$ 108,79 por barril, enquanto o WTI para novembro caiu 1,80%, a US$ 101,79.

A expectativa de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã contribuiu para pressionar as cotações, apesar das tensões no Estreito de Ormuz.

Ainda nos Estados Unidos, o Tesouro realiza às 14h um leilão de títulos de 20 anos. O resultado será acompanhado pelos investidores do mercado de renda fixa.

Às 14h30, o Banco Central divulga os dados semanais do fluxo cambial, referentes ao período até 16 de outubro. Na semana anterior, o saldo havia sido positivo em US$ 2,416 bilhões.

O indicador ajuda a acompanhar a movimentação de recursos entre o Brasil e o exterior e será observado em uma sessão posterior à queda do dólar, que fechou a terça-feira cotado a R$ 5,019. A moeda americana foi pressionada pela fraqueza no exterior e pelo aumento do apetite dos investidores por ativos de risco no mercado brasileiro.

Às 22h, a atenção se volta para a Coreia do Sul, onde o Banco da Coreia (BOK) anuncia sua decisão de política monetária. Em agosto, a autoridade monetária havia elevado a taxa básica de juros para 3% ao ano.

Balanços de WEG, Tesla, Meta e Bradesaúde

No calendário corporativo brasileiro, a WEG divulga seus resultados do trimestre nesta quarta-feira, com apresentação pública dos números prevista para o dia seguinte. O balanço chega após anúncios de expansão nos negócios de baterias e geradores, este último ligado à demanda por infraestrutura elétrica.

Em setembro, a companhia anunciou um investimento de US$ 165 milhões para ampliar a produção de geradores na América do Norte. Os números trimestrais permitirão acompanhar o desempenho atual da operação, enquanto os comentários da administração poderão esclarecer o ritmo de execução dos investimentos.

Também no Brasil, a Bradesaúde está entre os destaques do calendário de balanços.

Nos Estados Unidos, a Tesla divulga seus resultados depois do fechamento de Wall Street. A companhia já informou entregas de 486.532 veículos e a implantação de 13,7 gigawatts-hora em sistemas de armazenamento de energia no trimestre.

Os dados antecipam parte da atividade comercial, mas não revelam o desempenho financeiro, e os investidores deverão observar preços de venda, custos, margens e fluxo de caixa.

A Meta também está entre as empresas com balanço previsto no calendário corporativo, ampliando a atenção sobre os resultados das companhias americanas de tecnologia, em um momento em que as avaliações elevadas do setor seguem no radar dos investidores.

AutorClara Assunção
FonteExame
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