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09/09/2026
2 min

Banco do Brasil (BBAS3): BofA acende sinal e recomenda vender ações agora

O Banco do Brasil (BBSA3) ganhou com o rali eleitoral das últimas semanas, porém os riscos estão longe de serem dissipados. Em relatório da última terça-feira (8), os analistas reafirmaram a recomendação de venda para o papel, com preço-alvo de R$ 20, antes em R$ 21. Com isso, o BofA espera que o papel caia […]

Banco do Brasil (BBAS3): BofA acende sinal e recomenda vender ações agora

O Banco do Brasil (BBSA3) ganhou com o rali eleitoral das últimas semanas, porém os riscos estão longe de serem dissipados.

Em relatório da última terça-feira (8), os analistas reafirmaram a recomendação de venda para o papel, com preço-alvo de R$ 20, antes em R$ 21. Com isso, o BofA espera que o papel caia 11%, considerando o último fechamento.

Para o BofA, o BB vai frustrar, com lucro de R$ 17,6 bilhões para 2026, abaixo do piso da faixa de projeção da própria instituição, de R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões. a revisão reflete a necessidade de maiores despesas com provisões, diante da deterioração da qualidade dos ativos, que já não está restrita ao setor rural.

Embora espere uma recuperação significativa do lucro em 2027, para R$ 23,6 bilhões, o BofA avalia que o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do banco ficaria em apenas 12,2%, ainda abaixo do custo de capital próprio.

Na avaliação do banco americano, portanto, o problema não está apenas na queda do lucro em 2026, mas na capacidade do Banco do Brasil de gerar retornos adequados aos acionistas mesmo após uma eventual recuperação dos resultados.

Crédito rural e o Banco do Brasil

Outro ponto de incerteza é o impacto da Medida Provisória 1.376, que entrou em vigor no fim de agosto e prevê mecanismos de reestruturação de dívidas rurais.

O BofA estima que o Banco do Brasil possa renegociar cerca de R$ 30 bilhões em empréstimos, de um total de R$ 100 bilhões contemplados pelo programa.

Ainda assim, o banco afirma que é difícil estimar os efeitos dessas renegociações sobre as provisões e as receitas de juros. O impacto dependerá, entre outros fatores, de quantos desses empréstimos já haviam sido renegociados ou estavam inadimplentes e do nível de provisionamento existente.

De acordo com as estimativas da administração do Banco do Brasil, o melhor cenário poderia representar um benefício de até R$ 200 milhões no lucro líquido para cada R$ 1 bilhão em empréstimos renegociados.

O banco americano, porém, pondera que esse potencial de benefício pode se aplicar apenas a uma parcela pequena dos créditos reestruturados.

Além disso, um eventual El Niño severo poderia atrasar a recuperação esperada para o agronegócio e, consequentemente, para a qualidade da carteira de crédito rural do banco.

AutorRenan Dantas
FonteMoney Times
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