Banco do Brasil (BBAS3) dá trégua e surpreende no 2T26: lucro chega a R$ 3,9 bilhões e ROE sobe a 8,3%
Provisões e inadimplência continuam no centro do balanço enquanto o BB dá primeiros sinais de recuperação da rentabilidade

Enquanto ainda tenta conter os estragos deixados pela deterioração do crédito rural, o Banco do Brasil (BBAS3) chegou ao segundo trimestre de 2026 (2T26) diante de uma equação difícil: preservar a qualidade da carteira e, ao mesmo tempo, recuperar a rentabilidade.
Ainda assim, os primeiros sinais da recuperação em W prometida pela administração começaram a surgir. O banco encerrou o trimestre com lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões — um avanço de 13,9% em relação ao mesmo período de 2025 e de 3,3% frente ao trimestre imediatamente anterior.
O resultado veio acima das expectativas do mercado, que previa um lucro médio de R$ 3,532 bilhões, de acordo com estimativas compiladas pela Bloomberg.
A rentabilidade voltou a sentir esse impacto. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 8,3%, com leve contração de 0,1 ponto percentual (p.p) na comparação anual, mas avanço de 1 p.p frente ao trimestre anterior.
O resultado superou bastante as projeções do mercado, de 7,1%.
Ainda assim, o Banco do Brasil continua ocupando a última posição entre os grandes bancos em retorno sobre o patrimônio, bem abaixo de concorrentes privados como Bradesco e Santander Brasil e ainda distante dos cerca de 24,2% entregues pelo Itaú Unibanco.
Afinal, mesmo com ajustes em curso e uma postura mais cautelosa na concessão de crédito, o Banco do Brasil ainda carrega os efeitos de um ciclo mais adverso, marcado pela deterioração da qualidade dos ativos e pelo aumento do custo de risco.
*Conteúdo em atualização.
