Banco do Brasil (BBSA3) pode subir cerca de 100% ou cair 45% após eleição, dependendo do cenário fiscal, diz Safra
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) podem ter uma reação bastante diferente após a eleição presidencial, dependendo da trajetória fiscal adotada pelo próximo governo. Em uma simulação com cinco cenários elaborada pelo Safra, o papel apresenta uma faixa de retorno total para 2027 que vai de queda de 45% a alta de 100%. A […]

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) podem ter uma reação bastante diferente após a eleição presidencial, dependendo da trajetória fiscal adotada pelo próximo governo.
Em uma simulação com cinco cenários elaborada pelo Safra, o papel apresenta uma faixa de retorno total para 2027 que vai de queda de 45% a alta de 100%.
A diferença de 145 pontos percentuais entre os extremos coloca o Banco do Brasil entre as ações mais sensíveis ao cenário fiscal dentro da cobertura do banco.
O cenário mais negativo, chamado de ‘Grey sky’, considera ausência de consolidação fiscal, inflação elevada, aceleração da relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB), Selic terminal de 16,5% e dólar a R$ 6,50 no fim de 2027. Nesse caso, o Safra calcula um tombo de 49% para BBAS3.
No extremo oposto está o ‘Blue sky’, que pressupõe cortes expressivos de gastos, queda da Selic e atividade econômica forte.
Nesse cenário, a taxa básica de juros terminal chegaria a 8,5%, enquanto o dólar seria projetado em R$ 4,20. Para o Banco do Brasil, o retorno total estimado seria de 94%.
De todas as formas, o BB possui recomendação neutra para o banco, com preço-alvo de R$ 23.
Banco do Brasil privatizado?
Em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, o BB pode ser privatizado? Essa também é uma pergunta importante que o investidor precisa ter em mente.
Daniella Marques, ex-assessora especial do Ministério da Economia e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, atualmente na campanha de Flávio, “puxou a sardinha” para seu lado ao ser indagada sobre o tema da privatização durante um evento do Grupo Esfera.
Segundo ela, até os Correios, que acumulam rombos bilionários, perderam a janela de serem privatizados. Para Daniella, porém, “mais de 20 estatais” poderiam entrar na mira do governo e o “Banco do Brasil poderia [ser privatizado]”, pois negocia abaixo de uma vez seu patrimônio.
O BB viu seu lucro derreter 60% nos últimos balanços, mas mais por questões setoriais do que por ações do governo federal, com o agronegócio vivendo um dos piores momentos da história na área de crédito.
“O problema que ele está enfrentando temporariamente são os empréstimos rurais. Dos agricultores, principalmente. Só que eles estão numa situação difícil, não por culpa do governo Lula, mas por uma questão conjuntural que veio por questões principalmente externas. Primeiro, aumento do preço do fertilizante com a guerra da Ucrânia e a Rússia; depois, com a guerra do Irã com os Estados Unidos”, afirma Flavio Conde, analista da Levante.
