Banco francês teria sofrido ataque hacker que roubou US$ 133 milhões em cripto
O Crédit Mutuel Arkéa não confirmou que teria sido vítima de um cibercrime

O investigador on-chain ZachXBT identificou o grupo bancário francês Crédit Mutuel Arkéa como a suposta vítima de um roubo de criptomoedas superior a US$ 133 milhões, alertando que as perdas totais podem ser maiores.
Na quarta-feira, o investigador de cripto pseudônimo disse que a instituição, que ele descreveu como tendo US$ 235 bilhões em ativos, teria sido explorada ao longo de vários dias. Ele também sugeriu que perdas adicionais podem ter ocorrido por meio de transações de balcão (OTC) que não foram incluídas nas estimativas anteriores.“Suspeito que o valor roubado seja maior quando se leva em conta a atividade de OTC”, disse ZachXBT.
O suposto envolvimento do banco não foi verificado de forma independente, e ZachXBT não revelou como os invasores obtiveram acesso aos fundos.
A Cointelegraph entrou em contato com o Crédit Mutuel Arkéa para obter comentários, mas não havia recebido resposta até a publicação.
A divulgação ocorre após o relatório inicial de ZachXBT na segunda-feira, quando ele identificou mais de US$ 106 milhões em saques suspeitos de exchanges centralizadas.
Na terça-feira, ele elevou as perdas estimadas para mais de US$ 133 milhões após descobrir outros US$ 27 milhões em saques, alguns dos quais ocorreram depois de seu alerta inicial.
A empresa de análise de blockchain Bitquery havia rastreado saques de contas na Kraken, Crypto.com e OKX. Ela constatou que aproximadamente US$ 63 milhões em stablecoins haviam sido convertidos em ether em quatro horas.
Posteriormente, a Kraken e a Crypto.com disseram à Cointelegraph que haviam restringido contas ou bloqueado fundos associados ao suposto roubo. Ambas as exchanges afirmaram que suas plataformas continuavam seguras.