Banco paranaense cresce 36,7% em empréstimos com imóvel como garantia
O Banco Bari, com sede em Curitiba, encerrou junho com R$ 2,15 bilhões em carteira de crédito e mais de 6 mil contratos ativos de home equity

O Conglomerado Bari, instituição financeira paranaense especializada em empréstimos com imóvel como garantia, divulgou nesta quinta-feira (3) os resultados do primeiro semestre de 2026. No período, a carteira imobiliária do banco cresceu 36,7% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado.
O avanço ficou acima do registrado pelo mercado brasileiro de home equity, que cresceu 30,9% entre janeiro e junho, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
No primeiro semestre, as operações da modalidade movimentaram R$ 6,67 bilhões no país. O Bari encerrou junho com mais de 6 mil contratos ativos de empréstimos com garantia de imóvel.
A instituição chegou ao fim do período com uma carteira total de crédito de R$ 2,159 bilhões. O resultado acumulado nos primeiros seis meses de 2026 correspondeu a 76,8% de todo o resultado registrado pelo grupo ao longo de 2025.O ROAE, indicador que mede o retorno sobre o patrimônio líquido médio, ficou em 39,2%.
O Índice de Basileia do Bari encerrou o semestre em 21%. O indicador mede a relação entre o capital disponível pela instituição e os riscos assumidos em suas operações. O percentual está acima do mínimo regulatório de 10,5% considerado como referência pelo Banco Central.
O banco também possui classificação A-.br, com perspectiva positiva, pela Moody's Local Brasil. A avaliação leva em consideração, entre outros fatores, a atuação em crédito com garantia, especialmente home equity e consignado, além da estrutura de capital da instituição.
Expansão da modalidade
Para Rodrigo Pinheiro, CEO do Bari, o resultado reflete a expansão dessa modalidade de crédito no mercado brasileiro.“Crescer acima da média de um setor que avança a passos largos reforça nossa capacidade de entregar solidez, rigor técnico na avaliação de garantias e uma proposta de valor real para os clientes”, afirma.
Para o segundo semestre, a instituição pretende manter o ritmo de expansão, apesar de um cenário macroeconômico e político mais desafiador. Uma das estratégias está em ampliar o conhecimento dos consumidores sobre o funcionamento do home equity.
“Quanto mais o brasileiro entender o impacto transformador do home equity, maior será a nossa expansão. Paralelamente, seguimos buscando otimizar nossa jornada operacional, garantindo agilidade e eficiência na ponta”, diz Pinheiro.
No home equity, o cliente oferece um imóvel como garantia do empréstimo e, em contrapartida, pode acessar prazos mais longos e taxas normalmente inferiores às encontradas em linhas de crédito sem garantia.
