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Future of MoneyCPTO
02/09/2026
2 min

BC: O mercado cripto pode evoluir e operar com crédito, mas hoje isso não é permitido

Executivo da autoridade monetária defendeu a regulamentação e citou necessidade de trazer isonomia regulatória

BC: O mercado cripto pode evoluir e operar com crédito, mas hoje isso não é permitido

O chefe de divisão do Banco Central, Nagel Paulino, disse que o mercado de criptoativos pode eventualmente evoluir para começar a operar com crédito, mas hoje isso teria limitações regulatórias para acontecer.

“Mercado de crédito é muito regulado e há empresas especializadas que seguem uma regulação muito exigente. O mercado de ativos virtuais, quando começa a se relacionar com crédito, precisa preservar isso”, afirmou. “Depende de uma regulação que permita avaliar isso de forma adequada.”

Defesa da regulação de criptoativos

Durante live organizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Paulino defendeu a atuação do BC na regulação do setor de criptoativos por preocupações com a segurança do sistema financeiro e de isonomia regulatória.

“O que trazemos são tentativas iniciais de tentar lidar com distorções de mercado como concorrência desleal e práticas ilícitas. É importante que essas coisas sejam bem tratadas”, declarou.

Paulino afirmou que a evolução do arcabouço regulatório promovida pelo BC não visa a restringir atividades que sejam pertinentes ao sistema financeiro, mas pretende atingir um cenário em que atividades iguais sejam tratadas da mesma forma pela regulação. “Evitamos a concorrência desleal de instituição estabelecida no exterior entrar no nosso mercado com vantagem. Todas vão ser tratadas do ponto de vista do prisma de risco”, exemplificou.

O chefe do BC lembrou ainda que a autoridade monetária chegou a trazer questões ligadas a influenciadores que falam sobre ativos digitais nas consultas públicas antes da regulação, mas decidiu não tratar do tema ainda na publicação das resoluções. “Cabe às instituições reguladas tomarem cuidado com essas práticas e ao BC também”, defendeu.

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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