Berkshire Hathaway turbina participação na Alphabet e eleva investimento para US$ 36,6 bilhões
A Berkshire Hathaway, holding de investimentos fundada por Warren Buffett, transformou a Alphabet, controladora do Google, em sua terceira maior posição em ações após elevar sua participação para 105,98 milhões de papéis no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 80% na comparação com o primeiro trimestre. Considerando o preço de fechamento das ações da […]

A Berkshire Hathaway, holding de investimentos fundada por Warren Buffett, transformou a Alphabet, controladora do Google, em sua terceira maior posição em ações após elevar sua participação para 105,98 milhões de papéis no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 80% na comparação com o primeiro trimestre.
Considerando o preço de fechamento das ações da Alphabet na última sexta-feira (14), de US$ 345,90, a participação da Berkshire está avaliada em aproximadamente US$ 36,66 bilhões.
A Berkshire ampliou sua exposição à Alphabet por meio de uma compra direta realizada em junho e de novas aquisições no mercado ao longo do trimestre. O movimento é visto como um sinal de uma possível nova fase do conglomerado sob a liderança do CEO Greg Abel, que poderá começar a alocar parte da robusta posição de caixa acumulada durante a gestão de Buffett.
A holding também aumentou sua fatia na Delta Air Lines, elevando sua participação para 57 milhões de ações, ante 39,8 milhões no primeiro trimestre. Com isso, o investimento passou a valer cerca de US$ 5,09 bilhões, representando um aumento de 43% em relação à posição anterior.
Berkshire deixa Constellation
Na outra ponta, a Berkshire Hathaway decidiu zerar sua participação na Constellation Brands durante o segundo trimestre. A companhia é proprietária de marcas de cerveja como Corona e Modelo, além de atuar no segmento de vinhos.
A saída ocorre em um cenário de enfraquecimento do consumo de bebidas alcoólicas em mercados maduros. Segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o consumo global de vinho caiu 2,7% em 2025, para 208 milhões de hectolitros, o menor volume desde 1961.
De acordo com a entidade, o resultado reflete mudanças estruturais nos hábitos de consumo, transformações demográficas e pressões econômicas que vêm afetando o poder de compra dos consumidores.
Lucro da Berkshire quase dobra
As alterações no portfólio vieram após mais um trimestre de forte crescimento nos resultados da Berkshire Hathaway. A companhia registrou lucro líquido de US$ 25,67 bilhões no segundo trimestre de 2026, quase o dobro dos US$ 12,37 bilhões reportados no mesmo período do ano anterior.
No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido alcançou US$ 35,77 bilhões, avanço de 111% na comparação anual. A receita do segundo trimestre somou US$ 101,81 bilhões, frente a US$ 92,52 bilhões no mesmo período de 2025.
Parte relevante desse desempenho foi impulsionada pelos ganhos com investimentos, que totalizaram US$ 16,08 bilhões entre abril e junho, ante US$ 6,36 bilhões um ano antes.
A Berkshire ressalta, contudo, que as variações no valor de mercado dos ativos que compõem sua carteira podem gerar oscilações expressivas no lucro líquido trimestral e, por isso, não são necessariamente um indicador adequado para avaliar o desempenho operacional recorrente de seus negócios.
*Com informações do Estadão Conteúdo
*Sob supervisão de Juliana Américo
