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29/10/2026
3 min

Binance sofre ataque hacker estimado em US$ 2,7 bilhões, o maior da história

O Hack ocorre no mesmo dia em que a plataforma de mercados preditivos Polymarket também foi hackeada

Binance sofre ataque hacker estimado em US$ 2,7 bilhões, o maior da história

A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, sofreu um ataque hacker nesta quinta-feira, 29, com uma perda estimada em torno de US$ 2,7 bilhões. Se o valor for confirmado, será o maior roubo de criptoativos da história.

Em postagem na rede social X (Twitter), o fundador da Binance, Changpeng Zhao, agradeceu as emissoras de stablecoinsTether e Circle pela congelamento dos valores desviados. A Tether teria congelado US$ 971 milhões e a Circle US$ 823 milhões.

 

Uma nota oficial da Binance disse que as equipes da corretora estão cientes dos reportes de um incidente de segurança e estão investigando. “Nossos times de segurança estão revisando todas as informações relevantes com urgência e vão providenciar atualizações pelos canais oficiais da Binance assim que tiverem informações verificadas”, diz a exchange.

O Hack ocorre no mesmo dia em que a plataforma de mercados preditivos Polymarket também foi hackeada, com valor estimado de US$ 2,5 milhões desviados.

Exclusivo: Binance pede licença ao BC e diz que terá mais produtos do que os bancos

A corretora de criptomoedas Binance entrou com seu pedido de licença junto ao Banco Central para se tornar uma prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV) regulada no Brasil.

Pela regulamentação publicada pelo BC no ano passado, toda empresa que opera com criptoativos no país terá que pedir autorização até esta sexta-feira, 30, para poder continuar operando no Brasil. Quem não conseguir ser autorizado como PSAV perderá o direito de operar e será considerado uma instituição irregular pelas autoridades brasileiras.

Em entrevista à EXAME, Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil, afirmou que a exchange está pronta para ser regulada e supervisionada pelo BC. Sarandy disse que a empresa pretende se tornar uma "plataforma financeira completa" no Brasil e não apenas uma corretora de criptomoedas.

"Queremos ter mais produtos do que qualquer instituição bancária e, onde for o mesmo produto, que façamos um serviço melhor", afirmou o executivo.

Em agosto, a Binance anunciou que liberaria a negociação de ações e fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) para usuários brasileiros. Além disso, Sarandy diz que a corretora vai ampliar a sua área de pagamentos.

"Temos hoje o Pay Pix que permite pagar ou transferir em reais usando o saldo de criptomoedas e em breve teremos boletos, portabilidade, transferência internacional e FX [câmbio] dentro da área de pagamentos", adiantou.
AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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