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05/11/2026
8 min

Bistrô francês, tênis suíço, loja da NFL e mais: shopping do Rio renova mix ao completar 20 anos

Após transformar parte do estacionamento em lojas, empreendimento reforça restaurantes, esporte e beleza na Zona Sul

Bistrô francês, tênis suíço, loja da NFL e mais: shopping do Rio renova mix ao completar 20 anos
RESUMO +

O Shopping Leblon, empreendimento da companhia de shoppings Allos no Rio de Janeiro, reúne sete mudanças no segundo semestre de 2026, ano em que completa 20 anos. As novidades incluem Le Jazz, On, Dyson, NFL Shop, NK, uma Sephora ampliada e o restaurante Romita, previsto para dezembro.

Um restaurante de cozinha francesa, uma marca suíça de tênis e uma loja dedicada ao futebol americano estão entre as novidades do Shopping Leblon, no Rio de Janeiro. No ano em que completa 20 anos, o empreendimento da Allos reúne sete mudanças no segundo semestre de 2026, entre inaugurações, aberturas previstas e a ampliação de uma operação que já estava no endereço.

O pacote inclui Le Jazz, On, Dyson, NFL Shop, NK, uma Sephora maior e o futuro restaurante Romita, do chef Elia Schramm. As novidades combinam estreias de marcas na cidade com uma reorganização dos espaços do shopping, que vem reforçando gastronomia, esporte e beleza.

“Não adianta eu tentar manter uma marca aqui porque eu gosto ou porque mais três pessoas gostem, se ela não tem relevância para o meu cliente”, afirma Rodrigo Lovatti, superintendente do Shopping Leblon.

Quais marcas estão chegando ao shopping

A suíça On tem inauguração prevista para novembro, em sua primeira loja no Rio de Janeiro. Criada em em 2010 em Zurique, na Suíça, por Olivier Bernhard, David Allemann e Caspar Coppetti, a empresa nasceu no mercado de tênis de corrida e ampliou sua atuação para roupas e acessórios esportivos.

On: marca suíça de tênis e roupas esportivas tem abertura prevista para novembro em sua estreia no Rio. (Shopping Leblon/Divulgação)

Outra estreia carioca é a britânica Dyson, fabricante de equipamentos como aspiradores, secadores e modeladores de cabelo. No segmento de beleza, a empresa comercializa aparelhos como o secador Supersonic e o modelador Airwrap, que podem ser conhecidos e experimentados na operação física.

A NK, de Natalie Klein, abriu no empreendimento em setembro. Fundada em 1997, a empresa construiu seu negócio como uma multimarcas de moda e depois desenvolveu coleções próprias. A unidade do Shopping Leblon é dedicada à etiqueta autoral, enquanto os endereços de Ipanema e do VillageMall também trabalham com grifes internacionais.

Também inaugurada em setembro, a NFL Shop ocupa cerca de 550 metros quadrados e reúne produtos das 32 equipes da liga de futebol americano dos Estados Unidos. A operação é temporária, com funcionamento previsto até 31 de janeiro de 2027, e recebeu a Super Bowl Gallery, com réplicas dos 60 anéis dos campeões da competição.

Na beleza, a Sephora, rede de maquiagem, perfumaria e cuidados com a pele, reabriu com novo projeto e portfólio ampliado. A área passou de 247,91 para 370,70 metros quadrados. Entre as novidades está a americana e.l.f. Cosmetics, que chegou oficialmente ao Brasil no fim de setembro.

As escolhas partem de um acompanhamento das vendas e do comportamento dos frequentadores, diz Lovatti. Moda feminina continua entre as prioridades, mas a administração também procura ampliar a presença de marcas ligadas à prática esportiva e ao bem-estar.

Por que a gastronomia ganhou mais espaço

A estreia do Le Jazz, em outubro, levou ao shopping uma rede que nasceu em São Paulo, em 2009, no bairro de Pinheiros. Criado por Chico Ferreira e Gil Carvalhosa Leite, o restaurante se inspira nos bistrôs parisienses, com pratos clássicos da cozinha francesa e ambiente informal. A unidade do Leblon é a primeira no Rio e, segundo o shopping, a maior da rede.

Le Jazz: restaurante de cozinha francesa abriu sua primeira unidade carioca no Shopping Leblon. (Shopping Leblon/Divulgação)

Para dezembro, está prevista a abertura do Romita, de inspiração italiana. O projeto é assinado por Elia Schramm, chef que comanda o Babbo Osteria e o Francese no Rio e esteve à frente do Laguiole no período em que a casa conquistou uma estrela Michelin.

As duas operações integram uma mudança mais ampla no quarto piso. O shopping concentrou as opções de alimentação rápida em uma área e organizou um corredor de restaurantes, acompanhado de alterações no paisagismo, na iluminação, na sonorização e no mobiliário.

O objetivo é ampliar a presença do shopping na programação noturna dos consumidores da Zona Sul. Segundo Lovatti, o almoço historicamente foi mais forte: a divisão entre os dois períodos era de aproximadamente 60% para o almoço e 40% para o jantar. O executivo afirma que o jantar vem ganhando participação, mas não informa a proporção atual.

“Existe um desafio do carioca, que é da Zona Sul, frequentar o jantar de shopping”, diz Lovatti.

A nova configuração procura disputar esse público com uma seleção de restaurantes que também inclui o japonês Kitchin. Na chegada do Le Jazz, a administração preparou uma recepção que foi além da obra e da abertura das portas.

“A gente criou uma playlist específica de jazz. Para dar as boas-vindas ao Le Jazz, a gente colocou jazz tocando no shopping todo durante a semana que eles chegaram”, afirma o superintendente.

Como funciona a dança das cadeiras entre as lojas

A renovação combina encerramentos de contratos, negociações com lojistas e mudanças de endereço dentro do próprio empreendimento. Uma nova operação pode ocupar uma área liberada por uma marca que saiu, mas também por outra que apenas se transferiu para um espaço maior.

Segundo Lovatti, o shopping acompanha a performance de cada operação e compara seus resultados com os de lojas de segmento e tamanho semelhantes. A decisão sobre uma substituição considera a capacidade de venda e a afinidade com o público.

“Tem oportunidades que já são previstas, que você já tem renovações de contratos que estão vencendo”, diz. Em outros casos, afirma, a administração negocia com o lojista a liberação do ponto para uma nova operação.

Também houve ganho de espaço comercial. Entre 2022 e 2023, parte do estacionamento do piso zero foi convertida em lojas. Lovatti estima que o movimento tenha acrescentado cerca de 15 operações, incluindo serviços, cabeleireiros, pet shop e duas academias.

Como o shopping decide o que o cliente quer encontrar

Parte das decisões é orientada pelo programa de relacionamento, que reúne mais de 50 mil clientes. Segundo Paula Coelho Magrath, gerente de marketing do Shopping Leblon, a base cresce cerca de 40% ao ano.

O programa permite acompanhar preferências e hábitos de consumo. Lovatti afirma que o shopping consegue identificar aproximadamente 30% do valor consumido no empreendimento, com informações sobre lojas e produtos comprados.

“Cada 100 milhões que eu vendo, 30 milhões, eu sei exatamente o que está sendo consumido”, diz o executivo.

NK: loja inaugurada em setembro é dedicada à marca própria criada por Natalie Klein. (Shopping Leblon/Divulgação)

Esses dados se somam aos canais de atendimento, às redes sociais e às pesquisas com os frequentadores. A pesquisa de satisfação NPS, por exemplo, é realizada três vezes por ano.

A administração também oferece benefícios e experiências fora do shopping, com presença em eventos como Rio Open e ArtRio. O objetivo é manter o relacionamento em outras ocasiões da rotina do cliente e estimular novas visitas.

“Antigamente, o pessoal competia o famoso share of wallet. Você competia uma fatia do dinheiro da pessoa. Hoje a gente compete o share of life, que é onde a pessoa está”, afirma Lovatti.

Como o Shopping Leblon chega aos 20 anos

Inaugurado em 6 de dezembro de 2006, na Avenida Afrânio de Melo Franco, o Shopping Leblon ocupa um endereço entre a praia e a Lagoa Rodrigo de Freitas. O empreendimento informa ter aproximadamente 94 mil metros quadrados de área construída, 193 lojas e 27 mil metros quadrados de área bruta locável, a superfície destinada à locação comercial.

O complexo reúne ainda duas torres comerciais, a Leblon Executive Tower e a Offices do Shopping Leblon. Segundo Lovatti, escritórios do mercado financeiro, clínicas e outras empresas instaladas nesses edifícios ajudam a alimentar o movimento de consumidores durante a semana.

O crescimento mais recente ocorreu com o aproveitamento de áreas internas e a remodelação dos espaços. A conversão de estacionamento em lojas e a reorganização da gastronomia permitiram ampliar a oferta sem depender de uma nova torre.

A arte também faz parte da programação. Na entrada, o Artwall ocupa uma parede de 13 metros e recebe intervenções de artistas a cada três meses. Nas comemorações das duas décadas, o espaço recebeu um trabalho de Jarbas Lopes. O shopping também fez uma parceria com Lenny Niemeyer, que criou uma estampa exclusiva para a campanha de primavera-verão, aplicada à fachada.

Romita: restaurante de inspiração italiana do chef Elia Schramm tem inauguração prevista para dezembro. (Shopping Leblon/Divulgação)

Como está o desempenho da Allos

O Shopping Leblon integra o portfólio da Allos, companhia de capital aberto negociada na B3. No segundo trimestre de 2026, a empresa registrou receita líquida de R$ 732,3 milhões, alta de 11,6% sobre o mesmo período de 2025. O Ebitda, indicador de resultado operacional, cresceu 10,5%, para R$ 525,4 milhões.

A geração de caixa medida pelo FFO somou R$ 340,8 milhões, avanço de 12%. As vendas dos shoppings chegaram a R$ 10,5 bilhões, com crescimento divulgado de 4,6%, e as vendas nas mesmas lojas aumentaram 2,6%. A companhia tem participação em 46 shopping centers e presta serviços a outros seis empreendimentos de terceiros.

As novidades no Shopping Leblon:

  • Le Jazz (restaurante de culinária francesa)
  • On (tênis, roupas e acessórios esportivos)
  • Dyson (tecnologia para cuidados pessoais e equipamentos domésticos)
  • NFL Shop (artigos esportivos e produtos licenciados de futebol americano.
  • NK (moda feminina)
  • Sephora (maquiagem, perfumaria e cuidados com a pele)
  • Romita (restaurante de culinária italiana)
AutorGuilherme Gonçalves
FonteExame
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