Bitcoin a R$ 2 milhões por unidade é um 'alvo razoável' para 2030, diz empresário
Empresário citou o projeto de regulação de criptomoedas Clarity Act e o halving como motivos para acreditar nessa alta

O bitcoin a US$ 400 mil (equivalente a R$ 2 milhões) é um "alvo razoável" para 2030, disse Brian Armstrong, CEO da corretora de criptomoedas dos Estados Unidos, Coinbase.
Durante uma entrevista para a emissora norte-americana CNBC, Armstrong disse que quem já acompanhou o mercado de criptomoedas sabe que ele passa por ciclos de mais ou menos quatro anos nos quais o bitcoin costuma subir por três anos e depois cair no último.
"Há movimentos de alta, alguma euforia e momentos de baixa que duram mais ou menos um ano. Nós acabamos de cruzar a marca de um ano para o período de queda atual, então eu pessoalmente acredito que chegamos ao fundo para o bitcoin e já vimos ele sair dos US$ 60 mil", afirmou, referindo-se a alta que o BTC teve de US$ 64 mil para US$ 80 mil em agosto.
Daqui para frente, Armstrong espera que o mercado de criptomoedas se movimente de acordo com expectativas pelo avanço do projeto de regulação de criptoativos chamado Clarity Act, que tramita no Senado norte-americano. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, pressionou o Congresso a aprovar a proposta.
Apesar disso, Armstrong abriu espaço para a possibilidade do Clarity Act não ser aprovado e disse que, mesmo que isso ocorra, ainda deve vir uma legislação para regular os ativos digitais depois.
"Sim, acho que US$ 400 mil é um objetivo razoável para 2030", resumiu, falando sobre o preço do bitcoin.
Ciclo de 4 anos do bitcoin
O ciclo de quatro anos citado pelo CEO da Coinbase está ligado ao halving, evento que ocorre a cada vez que 210 mil blocos do blockchain do Bitcoin são minerados. Isso demora aproximadamente quatro anos para ocorrer.
Ciclo de 4 anos do bitcoin em gráfico da Fidelity Investments
Depois que o último desses 210 mil blocos é minerado, a recompensa em bitcoins emitidos diretamente para as carteiras do minerador que conseguiu descobrir esse novo bloco cai pela metade.
Atualmente, a recompensa por minerar um bloco de Bitcoin é de 3,125 unidades de bitcoin. A cada redução pela metade, a emissão de novos bitcoins ao longo do tempo cai, de modo que a criptomoeda se torna mais rara e, portanto, se a demanda se mantiver ou aumentar, o preço tende a subir.
O termo minerar, no jargão da criptoeconomia, significa usar uma máquina especializada para resolver a criptografia da rede e, então, "descobrir" o próximo bloco por onde as transações com bitcoins serão validadas.
Em sua entrevista, Armstrong colocou o próximo halving do Bitcoin, previsto para abril de 2028, como um dos fatores que pode puxar a criptomoeda para cima. Afinal, o bitcoin subiu na maioria dos períodos próximos ao halving.