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14/08/2026
3 min

Bitcoin cai, acumula perdas de 3,4% em 7 dias e mira os US$ 60 mil

Mercado de criptoativos sofre apesar da melhora do ambiente macro e vai na contramão das bolsas

Bitcoin cai, acumula perdas de 3,4% em 7 dias e mira os US$ 60 mil

O bitcoin opera em queda nesta sexta-feira, 14, e acumula uma desvalorização de quase 4% nos últimos sete dias. A maior das criptomoedas caiu em cinco dos últimos seis dias mesmo diante da alta das bolsas de valores internacionais.

Às 11h09 (horário de Brasília) o bitcoin caía 1,8% em um período de 24 horas, a US$ 62.537 por unidade. Em um período de sete dias, o BTC recua 3,4%.

Em relatório, a Vault Capital destaca a fraqueza do BTC mesmo com as notícias positivas sobre a inflação dos Estados Unidos. “Quando um ativo não sobe com boa notícia, ele está dizendo alguma coisa”, afirma Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault.

“O que vínhamos analisando sobre o comportamento das médias se cumpriu passo a passo: o preço retestou a média maior, foi rejeitado, e essa rejeição o levou abaixo de US$ 64.259, a banda inferior da nossa faixa de operação”, diz Camargos.

Gráfico do bitcoin 14/08/2026

Gráfico do bitcoin em 14/08/2026

O especialista da Vault destaca que no dia da divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA esse nível serviu de resistência ao “pequeno ânimo do mercado”, mas foi testado e recusado. “O nível inverteu de papel exatamente como o manual prevê.”

Agora, a consultoria espera que o bitcoin vá até a faixa dos US$ 62.300. “E aqui, as duas leituras se encontram, a das médias e a do range: perdida a região de US$ 64.259, abre-se margem para US$ 62 mil, que é nível chave. Pelos diversos testes já realizados naquela região e pela força compradora que apareceu em cada um deles, um novo reteste chega com mais fragilidade, porque cada defesa consome munição. Não seria nada demais atacarmos os US$ 60 mil”, projeta.

Altcoins dão sinal de vida

Já Vinicius Bazan, CEO da casa de análise Underblock, afirma que o bitcoin segue em um mercado estacionado. “Está em modo de espera, o que tem um lado positivo, apesar de vendas de institucionais e momentos de aversão a risco”, diz.

Olhando para as altcoins, Bazan afirma que a dominância do bitcoin em relação aos demais criptoativos está relativamente estável nos últimos meses, circundando os 58% e 60%. “Começamos a ver alguns ativos performando um pouco melhor, como é o caso do ether, que em bitcoin passou o pior momento e começa uma reversão de tendência, subindo levemente mais do que o BTC.”

Hoje, o ether cai 1,2%, a US$ 1.865.

ETFs e indicadores

Ontem, foi registrado um saldo líquido negativo de US$ 131,1 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA. Os dois maiores alvos do fluxo foram o ARKB, da Ark Invest, com US$ 58,8 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras; e o FBTC, da Fidelity, com US$ 55,1 milhões.

Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o fluxo foi positivo em US$ 5,9 milhões.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas caiu três pontos e continua na zona do “medo”, aos 35 pontos.

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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