Bitcoin cai para US$ 60 mil e acumula desvalorização superior a 50% desde máxima

Nesta sexta-feira, 5, o bitcoin volta a acumular desvalorização de mais de 50% desde a sua máxima histórica pela primeira vez desde fevereiro, quando despencou para US$ 60 mil. Agora, a maior criptomoeda do mundo retorna a este patamar de preço enquanto outra criptomoeda apresenta queda similar nas últimas 24 horas.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 60.661, com queda de 5,3% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos trinta dias, a criptomoeda acumula queda de 25,6% e desde a sua máxima histórica de US$ 126 mil em outubro de 2025, a queda é de 52%.
O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza "medo extremo" em 11 pontos.
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Uma análise da Vault Capital apontou que "vale o cuidado de leitura: esse tipo de movimento parece mais gestão de risco emocional do que decisão estratégica, e historicamente chega depois do fato". "A última vez que o influxo atingiu esses níveis foi na queda abaixo de US$ 60 mil em fevereiro, que marcou um fundo local. Ou seja, o mesmo dado que aponta pressão vendedora de curto prazo pode também estar sinalizando exaustão".
"O ponto honesto é que a fraqueza não parece ter terminado por aqui. Podemos ter um fluxo minimamente comprador aliviando a venda extrema do momento. Se isso ocorrer, o objetivo da semana seria, no mínimo, um fechamento semanal acima de US$ 65 mil, o que nos permitiria iniciar a próxima semana com os alvos préalinhados. Mas isso é algo a aguardar e confirmar pelo comportamento do mercado, não a antecipar. No cenário de perda dos US$ 60 mil, o primeiro alvo é US$ 59.726, seguido por US$ 53.437 na extensão de 0,786", acrescentou a análise.
Cenário macroeconômico e impactos do Payroll
"A criação de 172 mil vagas em maio veio praticamente o dobro do consenso do mercado, que esperava algo em torno de 85 mil postos de trabalho. A taxa de desemprego ficou estável em 4,3%. O número afasta o fantasma de recessão nos EUA, mas pode ter um efeito negativo, à medida que pode motivar o Fed a apertar os cintos e manter juros altos por ainda mais tempo, conforme um mercado de trabalho aquecido tende a pressionar a inflação", disse Paula Zogbi, estrategista chefe da Nomad.
"A probabilidade de aumento da taxa de juros ainda em 2026 já passa de 50%, conforme o CME Fedwatch. Com o dado, o mercado tende a reagir com abertura da curva de juros e potencialmente fuga de ativos de risco, especialmente ações de crescimento e alternativos mais voláteis, como criptoativos", concluiu.
