Bitcoin cai pelo 3º dia seguido, mas acumula alta de mais de 2% em 7 dias

O bitcoin opera em queda pelo terceiro dia seguido nesta sexta-feira, 24, mas mesmo assim não apaga os ganhos na semana. No acumulado dos últimos sete dias, a maior das criptomoedas sobe 2,1%.
Às 10h51 (horário de Brasília) o bitcoin caía 1,3% em um período de 24 horas, a US$ 64.091 por unidade.
Usando análise técnica, a consultoria Vault Capital diz em relatório que o suporte dos US$ 64.259 foi testado e os investidores voltaram a comprar a criptomoeda, mas isso não necessariamente significa que a queda acabou.
- Aproveite até 60% de desconto na taxa de corretagem com a Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual. Por tempo limitado! Abra sua conta e se torne um cliente VIP. Cupom: FOM26.
“A região que era suporte foi reconfirmada como resistência equivalente, e o bitcoin passou a desenhar uma estrutura de topos progressivamente mais baixos que os anteriores. É a mesma leitura de ontem se materializando: o comprador continua aparecendo, mas cada vez mais embaixo, cedendo terreno em vez de conquistá-lo”, avalia Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault.
No ambiente macroeconômico, Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget para América Latina, afirma que o sentimento de aversão a risco aumentou depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou para uma possível “grande resposta militar” contra o Irã.
Forças norte-americanas atacaram a nação persa pela 13ª noite seguida, com relatos de explosões na base para ativos navais da ilha de Qeshm, na província de Isfahan, no Khuzistão e em Fars.
Por fim, no noticiário corporativo, a Alphabet (controladora do Google), teve seu primeiro fluxo de caixa livre trimestral negativo, uma informação que se soma à preocupação de que o gasto com inteligência artificial da montadora Tesla está corroendo a margem da empresa.
"O que isso significa para nós: o risco não está mais confinado a cripto, e com a correlação que carregamos, um desmonte de alavancagem lá respinga aqui", resume a Vault.
ETFs voltam a ter pregão negativo
Ontem, foi registrado um saldo líquido negativo de US$ 225,1 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA. O fluxo vendedor interrompeu uma sequência de sete dias nos quais houve mais compras do que vendas neste tipo de fundo.
O maior alvo de saques foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 202,5 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.
Nos ETFs da criptomoeda ether, por outro lado, o fluxo foi positivo em US$ 26,3 milhões. Com isso, os fundos chegaram ao quinto pregão consecutivo de entrada líquida de capital.
Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas caiu dos 37 para 35 pontos. Com a queda, o mercado se aprofunda na zona indicativa de “medo” depois de poucos dias na região “neutra”.
O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.
