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Future of MoneyCPTO
01/09/2026
3 min

Bitcoin começa setembro em leve alta após subir 25% em agosto

Criptomoeda está lateralizada pouco abaixo dos US$ 80 mil enquanto investidores se preparam para dados de emprego da semana

Bitcoin começa setembro em leve alta após subir 25% em agosto

O bitcoin opera em leve alta nesta terça-feira, 1, depois de encerrar agosto com uma alta acumulada de 25%. Apesar disso, o cenário geopolítico e macroeconômico prejudicam o desempenho da moeda digital hoje, com pouco ânimo dos investidores nas bolsas de valores também.

Na véspera, os Estados Unidos atacaram duas plataformas de lançamento de foguetes do Irã em Larak, ilha que fica no Estreito de Ormuz, a rota marítima por onde passa um quinto do petróleo do mundo. Os iranianos retaliaram com ataques a duas bases norte-americanas na Jordânia.

Do lado macro, o maior evento da semana é a divulgação do Relatório de Emprego dos EUA relativo a agosto, que sairá na sexta-feira, 4. Antes dele, o Relatório de Emprego ADP deve trazer uma prévia do que o mercado pode esperar. O discurso duro do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, na última semana, faz com que qualquer dado mais forte do mercado de trabalho se torne determinante para uma alta nos juros da maior economia do mundo em setembro.

Hoje às 11h38 (horário de Brasília) o bitcoin tinha leve alta de 0,2% em um período de 24 horas, cotado a US$ 78.314 por unidade.

Segundo Pedro Fontes, analista da corretora Mercado Bitcoin, a perda de ímpeto do bitcoin parece uma correção natural, com a maior das criptomoedas defendendo o suporte dos US$ 77 mil e lateralizando um pouco abaixo dos US$ 80 mil.

“O principal obstáculo vem do cenário externo. A piora das tensões entre EUA e Irã voltou a comprometer o fluxo pelo Estreito de Ormuz e levou o petróleo Brent para acima de US$ 94”, afirma Fontes.

O analista lembra que petróleo mais caro significa aumento da preocupação com inflação e juros. “O mercado já atribui cerca de dois terços de chance para uma alta de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) dos EUA, em 16 de setembro”, destaca.

Por outro lado, usando análise técnica, Noah Cheung, country manager da corretora Bitget no Brasil, diz que os sinais ainda apontam para um cenário construtivo. “O RSI [Índice de Força Relativa] próximo de 70 pontos indica que o ativo se aproxima da região de sobrecompra, enquanto o MACD [Convergência e Divergência de Médias Móveis] permanece positivo, indicando que a tendência de alta ainda mantém força, embora de forma mais moderada”, argumenta.

ETFs e indicadores

Ontem, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 216,7 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA. O maior alvo do fluxo comprador foi o IBIT, da gestora BlackRock, com US$ 205,9 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas.

Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o saldo foi positivo em US$ 87,6 milhões, no décimo primeiro pregão seguido de entrada de capital.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas manteve-se nos 74 pontos. Essa região indica que o sentimento predominante no mercado cripto é o de “ganância”.

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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