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26/06/2026
4 min

Bitcoin na mínima desde setembro de 2024: para onde vai a criptomoeda?

Bitcoin na mínima desde setembro de 2024: para onde vai a criptomoeda?

O bitcoin opera em queda nesta sexta-feira, 26, e está em seu menor preço desde 17 de setembro de 2024, quando foi negociado a US$ 57.630 na mínima do dia.

Às 10h38 (horário de Brasília) o bitcoin caía 2,8% em um período de 24 horas, a US$ 59.055 por unidade.

Segundo a equipe de análise da consultoria Vault Capital, apesar do desempenho negativo do bitcoin na semana, com quatro dias seguidos de queda, um bom sinal é que a pressão vendedora parece estar “esfriando”.

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“Cada movimento de baixa vem se formando com volume menor e o indicador de preço de compra dos tokens em relação ao preço atual está dominado por prejuízo. Isso é comportamento clássico de fundo de mercado de queda, não de meio de tendência”, avalia Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital.

Mesmo assim, Camargo prevê que a estrutura fraca ainda pode levar o preço do bitcoin aos níveis de US$ 53 mil e US$ 54 mil antes do início da recuperação. “Se o BTC chegar com rapidez ao alvo, US$ 53 mil a US$ 54 mil é o destino, sustentado pela fraqueza atual. Se não chegar com rapidez, o que precisamos ver é a confirmação técnica: fechamentos abaixo de US$ 60 mil com US$ 61 mil e US$ 62 mil atuando como resistência mantêm o viés de baixa vivo”, projeta.

Inflação é a grande preocupação no cenário macro

A corretora de criptomoedas BingX, por sua vez, publicou em relatório que as criptomoedas sofrem com a leitura de que a queda dos preços do petróleo depois do acordo de paz firmado entre Estados Unidos e Irã não ajuda a inflação imediatamente se o dólar permanecer forte.

“Petróleo mais barato poderia reduzir a inflação futura, mas os números persistentes do PCE [Índice de Preços de Gastos com Consumo] mantêm o Federal Reserve cauteloso por agora”, afirma a exchange. Para os analistas, a menos que dados futuros mudem a perspectiva, movimentos de alta das criptomoedas terão dificuldade de ocorrer.

A BingX destaca que os investidores devem acompanhar os dados de inflação dos EUA de junho, pois se vierem menores podem aliviar a pressão que existe no mercado hoje.

Altcoins hoje

Entre as altcoins, destaque para o ether, a moeda digital da rede Ethereum, que perdeu seu posto de segunda maior criptomoeda do mundo em valor de mercado para a stablecoin USDT, da Tether. Atualmente, o USDT tem capitalização de US$ 186 bilhões, contra US$ 185,4 bilhões do ETH.

De acordo com Paulo Camargo, CIO da casa de análise Underblock, solana e ether não conseguiram recuperar patamares importantes de preço. “No caso do ether, não conseguiu alcançar os US$ 1.800 e voltou a um nível de US$ 1.500 que, caso perdido, pode jogar o ativo de volta para os US$ 1.100 ou US$ 1.000”, aponta.

O ether tem queda de 5,6%, a US$ 1.532.

Camargo diz que o token da plataforma de negociação descentralizada de futuros perpétuos Hyperliquid, por outro lado, está em um patamar interessante para quem faz aportes parciais no ativo.

“É um dos ativos nos quais apostamos para este ciclo. É um ativo que se beneficia muito do contexto atual de volatilidade. Uma das suas maiores fontes de receita são as taxas, que têm mecanismos de reversão para o próprio token”, lembra.

Hoje, a criptomoeda HYPE cai 2,1%, a US$ 61,61.

ETFs registram mais saques

Nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista que operam nas bolsas americanas, ontem foi registrada uma saída líquida de capital de US$ 691,7 milhões. Foi o sexto pregão consecutivo de fluxo negativo neste tipo de fundo, em um sinal de que a demanda dos investidores institucionais e tradicionais ainda não voltou.

Os dois maiores alvos de saques foram o FBTC, da gestora Fidelity, com US$ 274,5 milhões de excesso de vendas em relação às compras; e o IBIT, da BlackRock, com US$ 265,7 milhões.

Entre os ETFs de ether, ontem também foi o sexto pregão seguido de saída de capital. Ao todo, US$ 81,9 milhões saíram dos fundos de ether nas bolsas norte-americanas. O mais afetado pelos saques foi o ETHA, da BlackRock, com US$ 63 milhões.

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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