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15/06/2026
4 min

Bitcoin retorna para US$ 66 mil e tem indicador técnico raro: 'Um dos mais respeitados do mercado'

Bitcoin retorna para US$ 66 mil e tem indicador técnico raro: 'Um dos mais respeitados do mercado'

Nesta segunda-feira, 15, o bitcoin volta a superar os US$ 66 mil após quedas significativas na última semana, que haviam levado a maior criptomoeda do mundo para os US$ 60 mil. Embora ainda acumula queda de 47% desde a máxima histórica de US$ 126 mil em outubro de 2025, o bitcoin pode ter um cenário mais favorável com o avanço nas negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio e indicadores técnicos positivos.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 66.775, com alta de quase 4% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula alta de 5,3%.

O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, ainda sinaliza "medo extremo" em 20 pontos.

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Fabrício Tota, vice-presidente de negócios cripto no Mercado Bitcoin, apontou que "o movimento é importante porque consolida a recuperação da região dos US$ 60 mil e recoloca o preço acima da média móvel de 200 semanas, um dos indicadores de longo prazo mais respeitados do mercado".

O executivo ainda destacou a raridade deste acontecimento. "Para se ter dimensão da relevância desse nível, o bitcoin visitou essa média apenas quatro vezes em toda sua história. E a última vez que permaneceu mais de uma semana abaixo dela foi durante o colapso da FTX em 2022. Em outras palavras: o mercado encontrou suporte exatamente em uma região que historicamente costuma atrair compradores".

Além dos indicadores técnicos, outros fatores também podem contribuir para uma melhora na cotação do bitcoin e no cenário geral dos criptoativos.

"Pela primeira vez em várias semanas, os principais ventos contrários do mercado começam a enfraquecer simultaneamente. O acordo entre EUA e Irã reduz o risco de novos choques inflacionários, o petróleo volta a cair, as expectativas de juros melhoram, os ETFs interrompem a sequência de saídas e os investidores de longo prazo continuam acumulando", disse Fabrício Tota.

"Isso não significa que a tempestade acabou. Mas significa que, pela primeira vez desde o início de junho, os compradores começam a receber ajuda de praticamente todos os lados do campo", acrescentou.

O executivo afirma que o próximo teste para o bitcoin será a região dos US$ 64 mil a US$ 66 mil. "Se o mercado conseguir consolidar preços acima dessa faixa, a defesa dos US$ 60 mil poderá ser lembrada não apenas como um suporte importante, mas como o ponto de partida para uma recuperação mais consistente".

US$ 330 milhões liquidados

"Os mercados iniciam a semana em tom mais positivo, com os preços do petróleo em queda após relatos de avanço nas negociações por um cessar-fogo e redução das tensões no Oriente Médio. Os ativos digitais acompanharam esse movimento", explicou Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget na América Latina.

"O bitcoin acumulou ganhos de 3,4% no período e passou a ser negociado ao redor de US$ 66 mil na manhã desta segunda-feira. Ao mesmo tempo, aproximadamente US$ 330 milhões em posições no mercado cripto foram liquidadas nas últimas 24 horas, com as posições vendidas representando a maior parte desse volume. O movimento sugere que os investidores haviam adotado uma postura mais defensiva antes do fim de semana e agora estão ajustando suas posições diante de um cenário macroeconômico e geopolítico mais favorável", acrescentou.

No que ficar de olho durante a semana

Gil Herrera apontou ainda que a atenção do mercado agora se volta para o Banco do Japão e para o Federal Reserve. "A expectativa predominante é de que o BoJ continue seu processo de normalização monetária, enquanto o Fed deve manter as taxas de juros inalteradas. A principal questão é se as autoridades monetárias reforçarão a perspectiva de condições financeiras mais restritivas ou se demonstrarão maior confiança de que as pressões inflacionárias estão começando a diminuir".

"Para os investidores, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano seguem sendo o indicador mais importante a acompanhar. Os movimentos recentes em ações, commodities e ativos digitais foram impulsionados principalmente pelas mudanças nas expectativas em relação aos juros e às condições de liquidez. As decisões dos bancos centrais nesta semana deverão oferecer uma sinalização mais clara sobre se esse processo de reprecificação continuará ao longo do restante de junho", concluiu.

AutorMariana Maria Silva
FonteExame
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