Bitcoin sobe aos US$ 63 mil após indicador mostrar deflação nos EUA

O bitcoin opera em alta nesta terça-feira, 14, impulsionado pela deflação registrada nos Estados Unidos em junho. A redução de preços na maior economia do mundo alivia as preocupações com o cenário macroeconômico e beneficia ativos de risco.
Hoje foi divulgado o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA relativo a junho. O indicador teve uma queda de 0,4% no mês passado depois de crescer 0,5% em maio. Os economistas previam um recuo menor, de 0,1%. Os maiores responsáveis pela redução geral de preços foram os combustíveis, que caíram 5,7% em meio ao acordo de paz firmado por EUA e Irã.
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Em 12 meses, a inflação dos EUA está em 3,5%, ainda acima da meta do Federal Reserve (Fed), que é de 2% ao ano, mas consideravelmente menor do que os mais de 4% registrados no mês anterior. Vale lembrar que o conflito entre EUA e Irã voltou na semana passada, o que pode novamente impactar os preços por conta da valorização do petróleo.
Às 10h36 (horário de Brasília) o bitcoin subia 1,8% em um período de 24 horas, a US$ 63.750 por unidade.
Inflação acalma bitcoin, mas guerra continua
Segundo Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da corretora Bitget na América Latina, o CPI dos EUA de julho trouxe alívio aos mercados e reforça a percepção de que as pressões inflacionárias perderam força.
“Apesar de o cenário geopolítico continuar sendo um fator de atenção, com a retomada das tensões no Oriente Médio, a desaceleração da inflação reduz parte da pressão sobre a política monetária americana e melhora o sentimento dos investidores no curto prazo”, afirma.
Usando análise técnica, a consultoria Vault Capital afirma que a faixa de operações do bitcoin está entre US$ 62 mil e US$ 64 mil, sendo que a próxima resistência vendedora ao ativo está no nível de US$ 66 mil. O “desvio máximo” para o desempenho da criptomoeda após o CPI, segundo os consultores, está em US$ 65.553.
ETFs e Indicadores
Ontem foi registrado um saldo líquido negativo de US$ 424,7 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista negociados nas bolsas dos EUA. Foi a maior saída de capital deste tipo de fundo desde 26 de junho.
Os principais alvos do fluxo foram o FBTC, da Fidelity, com US$ 245,6 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras; e o IBIT, da BlackRock, com US$ 185,5 milhões.
Já nos ETFs de ether, o fluxo foi negativo em US$ 15,4 milhões.
Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu de 28 para 31 pontos de ontem para hoje, mostrando uma melhora no sentimento do mercado. O indicador continua na zona que indica predominância do “medo”.
O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.
Altcoins
Entre as altcoins, as criptomoedas que não são o bitcoin, o desempenho é mais forte do que o do benchmark do mercado. O destaque fica com o ether, moeda digital da rede Ethereum, que sobe 5,52%, a US$ 1.871, depois da divulgação do dado de inflação dos EUA.
A solana, por sua vez, sobe 1,9%, a US$ 77,11, e a hyperliquid tem alta de 1,2%, a US$ 64,78.
