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21/07/2026
4 min

Bitcoin sobe mais de 3% e bate máxima desde 16 de junho, acima dos US$ 66 mil

Bitcoin sobe mais de 3% e bate máxima desde 16 de junho, acima dos US$ 66 mil

O bitcoin sobe nesta terça-feira, 21, e supera os US$ 66 mil, atingindo o seu maior patamar de negociação desde 16 de junho, quando chegou a operar a US$ 66.968.

Embora o noticiário macroeconômico e geopolítico continue negativo, com o barril do petróleo Brent acima dos US$ 90 por conta da guerra no Irã, os investidores se animam com rumores sobre a regulamentação de criptoativos.

O site Coindesk diz que as chances do projeto de lei de regulação cripto dos Estados Unidos, conhecido como Clarity Act, ser aprovado neste ano subiram de 32% para 43% no mercado preditivo Polymarket. Isso ocorreu após rumores de que o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria disposto a fazer concessões na provisão de ética que os democratas exigem para votar a proposta.

Às 11h03 (horário de Brasília) o bitcoin subia 3,8% em um período de 24 horas, a US$ 66.777 por unidade.

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Segundo Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget para a América Latina, caso o Clarity Act seja aprovado, pode trazer maior clareza regulatória e favorecer a entrada de investidores institucionais no mercado de criptomoedas.

Usando análise técnica, Herrera afirma que o bitcoin está acima da média móvel exponencial de 50 dias, em US$ 65.087, mas ainda encontra resistência nas médias de 100 dias (US$ 68.109) e de 200 dias (US$ 73.933).

“Um rompimento consistente da região dos US$ 68 mil pode abrir espaço para uma extensão da recuperação do bitcoin e favorecer a continuidade do movimento positivo nas principais altcoins, com destaque para ether e XRP”, diz o especialista da Bitget.

ETFs positivos e Fear & Greed sai do “medo”

Ontem, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 226,8 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA. Foi o quinto pregão consecutivo com mais compras do que vendas neste tipo de fundo.

O maior alvo do fluxo foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 116,5 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas.

Nos ETFs de ether, o fluxo foi positivo em US$ 38 milhões.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu de 37 para 40 pontos de ontem para hoje, mostrando uma melhora relevante no sentimento do mercado. O indicador finalmente saiu da zona do “medo” e agora está na região “neutra”.

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

Cautela com "caça-liquidez"

Em relatório, a consultoria Vault Capital alerta os clientes contra a possibilidade de que a alta do bitcoin hoje seja um movimento de “caça-liquidez” antes de mergulhos a níveis de preço ainda mais baixos e não uma inversão para uma tendência positiva.

De acordo com Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault, o catalisador para o mercado ficar mais otimista recentemente foram os dados abaixo do esperado da inflação nos EUA. Porém, aqueles números vieram em um momento no qual o acordo de paz entre EUA e Irã ainda estava em vigor e o preço do petróleo estava estabilizado.

“O que intriga ainda mais é a dessensibilização do preço. Desde a semana passada, inúmeros ataques vêm ocorrendo e não fazem preço nos ativos”, ressalta o analista. “O Pentágono confirmou quase 100 militares americanos feridos desde a retomada do conflito, com dois soldados mortos na Jordânia no fim de semana e um desaparecido, enquanto Washington executa a décima noite consecutiva de ataques ao Irã.”

Camargos destaca ainda que Trump prepara uma nova rodada de tarifas sobre dezenas de países antes do vencimento da tarifa global de 10% nesta semana, buscando vias legais para taxas mais altas em outros. “Se o descolamento entre cenário externo e preço realmente não fizer sentido, a hora chega e no final sempre reflete”, avalia.

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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