Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
Future of MoneyCPTOCMDT
21/09/2026
3 min

Bitcoin sobe mais de 5% e atinge seu maior patamar desde janeiro

Queda do petróleo e novas compras de criptomoedas por tesourarias de ativos digitais animam o mercado

Bitcoin sobe mais de 5% e atinge seu maior patamar desde janeiro

O bitcoin opera em forte alta nesta segunda-feira, 21, e atinge seu maior patamar de preço desde 29 de janeiro, quando chegou a ser negociado por US$ 89.304. A maioria das outras criptomoedas segue o BTC, com o ether subindo 6% e a solana disparando 8%, por exemplo.

Às 10h33 (horário de Brasília) o bitcoin sobe 5,7% em um período de 24 horas, cotado a US$ 85.019. O ether, por sua vez, avança 6%, a US$ 2.733; o XRP (token de pagamentos internacionais utilizado pela Ripple) tem alta de 7,7%, a US$ 1,48; e a solana dispara 8,6%, a US$ 117,39.

Essa euforia no mercado cripto vem conforme o petróleo cai e reduz as preocupações com a inflação global. Hoje, o barril do Brent tem baixa de 2,5%, a US$ 101,30. Notícias internacionais afirmam que os investidores apostam em um avanço diplomático no conflito entre Estados Unidos e Irã em meio à reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta semana.

Do lado do noticiário específico dos criptoativos, a maior empresa de capital aberto compradora de bitcoin do mundo, Strategy, anunciou que adquiriu mais 950 bitcoins na semana passada, por US$ 75,7 milhões. O preço médio das compras foi de US$ 79.670 por BTC. Agora, a companhia detém 846 mil bitcoins em sua tesouraria.

Outra tesouraria de ativos digitais, a Strive comprou 1.355 bitcoins na semana passada, por US$ 107,7 milhões. A empresa tem 26.355 BTC no balanço.

Análise gráfica do bitcoin e queda do petróleo

Segundo Noah Cheung, country manager da corretora Bitget no Brasil, o cenário melhorou para o bitcoin do ponto de vista de análise gráfica. “O BTC permanece acima das médias móveis exponenciais de 50, 100 e 200 dias, reforçando a estrutura de alta observada nos últimos dias", afirma.

No entanto, Cheung aponta que o Índice de Força Relativa (IFR) próximo dos 70 pontos mostra que o ativo já se aproxima de uma região de sobrecompra, o que pode aumentar a volatilidade depois de uma alta tão rápida.

Gráfico do bitcoin em 21 de setembro de 2026

Gráfico do bitcoin em 21 de setembro de 2026

Do ponto de vista das notícias, a consultoria Vault Capital explica que as informações sobre a guerra no Irã surpreenderam nos últimos dias, o que tirou pressão do petróleo e, consequentemente, dos temores de inflação.

"O que parecia que ia ser um fim de semana complicado no front geopolítico terminou com os Estados Unidos abandonando uma grande operação militar que vinham preparando. A notícia saiu ontem à noite e os mercados acordaram no verde. Foi o que os especuladores precisavam", escreve Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault.

ETFs e indicadores

Na sexta-feira, 18, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 433 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA.

O maior alvo do fluxo comprador foi o FBTC, da gestora Fidelity, com US$ 310,7 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas.

Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o saldo foi positivo em US$ 143,7 milhões.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu dos 68 para os 78 pontos. Essa região indica que o sentimento predominante no mercado cripto é o de “ganância” quase chegando à "euforia".

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
Distribuído por