BNDES aprova R$ 6,6 bilhões para renovação de frota de caminhões e de ônibus

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 6,6 bilhões em financiamentos por meio do programa BNDES Mais Mobilidade, iniciativa que conta com orçamento total de até R$ 21 bilhões para apoiar a renovação da frota de veículos pesados e a modernização do transporte de cargas e passageiros no Brasil.
O montante representa 31,2% dos recursos disponíveis na linha de crédito e foi alcançado apenas cinco dias após a abertura do recebimento de propostas. Desse total, R$ 3,1 bilhões já foram contratados e R$ 299,7 milhões efetivamente liberados aos beneficiários.
A linha financia a compra de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, com foco na atualização da frota nacional e na ampliação da eficiência do setor de transportes."Esse resultado demonstra tanto a força da demanda do setor quanto a capacidade do BNDES de responder com velocidade e escala. Estamos falando de um programa que vai renovar a frota do país, retirando da estrada veículos poluentes, aumentar a segurança, fortalecer a logística nacional e aquecer a cadeia automotiva. É desenvolvimento econômico com impacto direto na vida das pessoas”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Integrante do programa Move Brasil, voltado à mobilidade sustentável, o BNDES Mais Mobilidade busca impulsionar investimentos em infraestrutura de transporte e incentivar a substituição de veículos antigos por modelos mais recentes.
Desde a abertura da linha, em 29 de maio, foram registradas 4,9 mil operações em 1.056 municípios brasileiros. Os recursos atenderam transportadores autônomos de cargas, cooperados, empresários individuais e empresas do setor de transporte rodoviário e urbano de passageiros e cargas.
O valor médio das operações chegou a R$ 1,3 milhão. A maior parte dos financiamentos foi direcionada a empresas frotistas, que receberam R$ 6,58 bilhões distribuídos em 4,8 mil operações. Já os transportadores autônomos tiveram acesso a R$ 43,8 milhões, por meio de 104 contratos. As operações são realizadas pela rede de instituições financeiras credenciadas pelo BNDES.
Para facilitar o acesso ao crédito, o banco disponibilizou uma cartilha com orientações sobre as condições do programa. O material reúne informações sobre veículos elegíveis, requisitos para contratação, agentes financeiros habilitados e a documentação normalmente exigida durante a análise cadastral.
Como o programa vai funcionar?
O Move Brasil, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ampliou os recursos destinados à renovação da frota nacional. O programa reservou R$ 2 bilhões para a aquisição de ônibus e micro-ônibus e outros R$ 2 bilhões para transportadores autônomos e cooperados.
Pelas regras atuais, caminhões e caminhões-tratores seminovos podem ser financiados apenas por transportadores autônomos e integrantes de cooperativas. No caso dos veículos novos, é necessário que sejam produzidos no Brasil, estejam credenciados no CFI do BNDES e atendam ao padrão Proconve P-8 de controle de emissões.
Já os modelos seminovos precisam ter sido fabricados a partir de 2012, cumprir os requisitos da fase P-7 do Proconve e seguir critérios de rastreabilidade fiscal.
As condições de pagamento variam de acordo com o perfil do cliente. Para transportadores autônomos, o financiamento pode alcançar prazo de até 120 meses, incluindo carência de até 12 meses. Empresas de transporte de cargas podem financiar os veículos em até 60 meses, com até seis meses de carência. Para empresas de transporte de passageiros, o prazo máximo também pode chegar a 120 meses, com carência de até seis meses.
As taxas de juros podem ficar próximas de 13% ao ano, dependendo das condições de cada operação. O limite de crédito é de até R$ 50 milhões por cliente, sem exigência de valor mínimo financiado. O programa também permite a utilização de fundos garantidores, conforme disponibilidade e regras definidas pelos agentes financeiros.
O financiamento pode incluir despesas relacionadas à operação, como seguro do veículo, seguro prestamista e taxas de fundos garantidores, desde que contratadas em conjunto com o crédito principal. Esses itens são destinados a clientes com receita operacional bruta de até R$ 300 milhões.
