BODB11 tem combinação interessante em ambiente de juros reais elevados
Em um ambiente de juros reais elevados, seguimos encontrando oportunidades interessantes em fundos de infraestrutura que conseguem combinar qualidade de crédito com taxas atrativas. É o caso do BODB11, da Bocaina. Em nossa última conversa com a gestão, a leitura sobre o risco da carteira permaneceu favorável diante do contexto. Até setembro, 92,9% do patrimônio […]

Em um ambiente de juros reais elevados, seguimos encontrando oportunidades interessantes em fundos de infraestrutura que conseguem combinar qualidade de crédito com taxas atrativas.
É o caso do BODB11, da Bocaina. Em nossa última conversa com a gestão, a leitura sobre o risco da carteira permaneceu favorável diante do contexto. Até setembro, 92,9% do patrimônio estava alocado em ativos com rating A — ou superior, uma característica importante em um mercado que continua convivendo com eventos de crédito.
A especialização da gestora em infraestrutura também ajuda. A Bocaina possui cerca de R$ 3 bilhões sob gestão e uma equipe de 11 profissionais, com originação própria representando entre 30% e 40% da carteira. Segundo a gestão, essas operações podem adicionar entre 150 e 250 pontos-base de spread em relação a créditos de risco comparável.
Com prazo médio de aproximadamente 5,7 anos, o fundo permanece bastante sensível às oscilações das taxas reais de juros. Por outro lado, essa mesma característica aumenta o potencial de valorização das cotas em um eventual fechamento da curva.
A preços de mercado, estimamos uma TIR líquida próxima de IPCA + 11,3%, patamar que consideramos atrativo diante da qualidade média do portfólio. Além disso, os níveis atuais de juros e spreads vêm criando novas oportunidades tanto na originação quanto no mercado secundário.
A cotação encerrou ontem em torno de R$ 7,20, aproximadamente 10% abaixo da cota patrimonial de R$ 8,00 reportada em setembro. Nos últimos 12 meses, o fundo distribuiu R$ 1,14 por cota, equivalente a um dividend yield próximo de 15,8% sobre o preço atual.
Em resumo, vemos no BODB11 uma combinação interessante entre carrego elevado, qualidade de crédito e potencial de ganho de capital em um eventual cenário de normalização dos juros reais — ainda que com volatilidade relevante no curto prazo.
