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22/07/2026
3 min

Bolsa brasileira segue ‘moderadamente atrativa’ para o 2ºsemestre, diz Itaú BBA; veja recomendações

Bolsa brasileira segue ‘moderadamente atrativa’ para o 2ºsemestre, diz Itaú BBA; veja recomendações

Com uma visão “moderadamente construtiva” para o mercado de ações brasileiro no segundo semestre de 2026, o Itaú BBA atualizou sua carteira de recomendações, Brazil Buy List.

O banco de investimentos mantém a preferência por grandes empresas com qualidade e boa geração de rendimento aos acionistas. Empresas do setor elétrico e financeiro permanecem como os principais nomes do portfólio.

Entre as teses da carteira, estão infraestrutura e bond proxies, que reúne as principais recomendações de “compra”, com empresas com taxas internas de retorno (IRRs) reais de dois dígitos, receitas corrigidas pela inflação e geração de caixa previsível para navegar os próximos seis a 12 meses. Permanecem na carteira Equatorial (EQTL3), Axia Energia (AXIA3) e Multiplan (MULT3).

Entres as companhias de cíclicas de qualidade, que dependem do ciclo doméstico, mas ainda apresentam qualidade, assimetria em valuation, retorno e fundamentos, os destaques são BTG Pactual (BPAC11), Bradesco (BBDC4) e Direcional (DIRR3), que substitui a Cyrela (CYRE3).

No critério de oportunidades de reinvestimentos, que possuem boas oportunidades de crescer reinvestindo seus lucros, beneficiadas por tendências estruturais de longo prazo e eventual queda de juros, a Rede D’Or (RDOR3) permanece, enquanto a GPS (GGPS3) deixa a carteira.

O banco também ampliou a exposição à empresas exportadoras e de commodities, que podem se beneficiar com uma alta do dólar. Entram na carteira Petrobras (PETR4), Gerdau (GGBR4) e Embraer (EMBJ3), no lugar de PRIO (PRIO3) e Suzano (SUZB3).

A projeção para a carteira é de um retorno total atualizado (TRR) de cerca de 22%, que considera um cenário sem reprecificação dos múltiplos das ações. Desse total, cerca de 8,3% viria do carry, composto por dividendos e recompras de ações, enquanto aproximadamente 13,4% seria resultado do crescimento dos lucros das companhias.

Precificação desigual

O BBA avalia que os ativos brasileiros seguem precificados de forma desigual: a renda fixa embute o cenário mais pessimista, enquanto o câmbio reflete a visão mais otimista. A Bolsa ocupa uma posição intermediária, com maior pessimismo concentrado nas empresas domésticas (26,6%), abaixo de exportadoras (41,5%) e financeiras (42,3%).

Para o Itaú BBA, empresas de qualidade continuam atrativas. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) médio subiu para 26%, enquanto o múltiplo preço/lucro caiu de 21,1 vezes, em 2020, para 12,3 vezes, movimento que reflete o ambiente de juros elevados e não uma piora dos fundamentos das companhias.

O banco também vê o Brasil como uma alternativa de diversificação entre os mercados emergentes. Enquanto o ETF EWZ, que reúne ações brasileiras negociadas em Nova York, não tem exposição ao setor de tecnologia, o ETF de mercados emergentes EEM concentra 40,8% de sua carteira nesse segmento.

Ação Empresa Setor Peso no Portfólio Recomendação Preço-Alvo Exclusão (Ação) Exclusão (Empresa)
EQTL3 Equatorial Energia Elétrica 10% Compra 53,3
AXIA3 Axia Energia Energia Elétrica 10% Compra 50,3
MULT3 Multiplan Shoppings 10% Compra 37,0
DIRR3 Direcional Construção 5% Compra 16,4 CYRE3 Cyrela
BPAC11 BTG Pactual Bancos 15% Compra 63,2
BBDC4 Bradesco Bancos 10% Compra 22,0
PETR4 Petrobras Óleo e Gás 15% Compra 64,0 PRIO3 PRIO
GGBR4 Gerdau Mineração e Siderurgia 10% Compra 27,0 SUZB3 Suzano
EMBJ3 Embraer Bens de Capital 5% Compra 90,0 GGPS3 GPS
RDOR3 Rede D’Or Saúde 10% Compra 50,0

AutorIsabella Gargano
FonteMoney Times
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