Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
MercadosACS
09/10/2026
3 min

Bradesco (BBDC4): 2 gatilhos que podem ‘turbinar’ rentabilidade, segundo UBS BB

Depois do JPMorgan, na semana passada, chegou a vez do UBS BB elevar o preço-alvo do Bradesco (BBDC4). As ações do banco saltaram 20% nos últimos dias, impulsionadas pelo chamado trade Flávio. Agora, os analistas projetam uma valorização de 29%, com o preço-alvo passando de R$ 24 para R$ 28. A tese central do relatório […]

Bradesco (BBDC4): 2 gatilhos que podem ‘turbinar’ rentabilidade, segundo UBS BB

Depois do JPMorgan, na semana passada, chegou a vez do UBS BB elevar o preço-alvo do Bradesco (BBDC4).

As ações do banco saltaram 20% nos últimos dias, impulsionadas pelo chamado trade Flávio. Agora, os analistas projetam uma valorização de 29%, com o preço-alvo passando de R$ 24 para R$ 28.

A tese central do relatório é que a queda dos rendimentos dos títulos públicos, em meio às expectativas de uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência, pode reduzir o custo de capital do Bradesco e impulsionar os lucros no médio e longo prazo.

Além disso, os analistas conversaram com André Carvalho, diretor de relações com investidores, e Joise Carmo, gerente de relações com investidores. As impressões da equipe foram bastante positivas.

Segundo o UBS BB, a administração reforçou que as tendências subjacentes dos negócios permanecem praticamente inalteradas, mas destacou o potencial de uma conjuntura econômica mais favorável, com juros mais baixos à frente.

Nesse cenário, dois gatilhos poderiam impulsionar a rentabilidade do banco:

  • Melhora na gestão de ativos e passivos (ALM, na sigla em inglês) em um ambiente de Selic mais baixa;
  • Normalização do custo do risco para a faixa de 3%.

Nos cálculos do UBS BB, apenas esses dois fatores poderiam destravar cerca de 100 pontos-base adicionais de rentabilidade ao longo do tempo, com os efeitos começando a aparecer a partir do segundo semestre de 2027.

“A expectativa da administração é de que o PIB e o crédito bancário continuem a desacelerar nos próximos trimestres”, aponta o relatório.

Como resultado, o Bradesco deve manter uma postura moderada na concessão de crédito, preservando seu apetite por risco em meio à desaceleração da atividade econômica.

“Com o ajuste da política econômica após as eleições — com melhora fiscal e cortes nas taxas de juros —, aumenta a probabilidade de a economia atingir o fundo do poço em meados de 2027 e, a partir daí, iniciar uma recuperação em ritmo significativo”, avaliam os analistas.

Mais lucro e eficiência

O Bradesco também reforçou que as despesas operacionais seguem sob rigoroso controle, sem grandes preocupações no horizonte e com foco contínuo em iniciativas de eficiência.

O banco mantém ainda sua estratégia de otimização da rede de agências e espera colher benefícios da racionalização da estrutura, sem deixar de investir em áreas consideradas estratégicas.

“Apesar da perspectiva de um crescimento de receita ligeiramente mais lento no curto prazo, a administração permanece confiante de que a relação custo/receita continuará em trajetória de queda”, destaca o UBS BB.

Os analistas esperam ainda uma expansão dos lucros no terceiro trimestre de 2026, impulsionada por margens robustas com clientes e pelo controle rigoroso dos custos.

Em relação à qualidade dos ativos, os indicadores de inadimplência reportados podem continuar sob pressão.

Entre os fatores estão a menor originação de empréstimos no âmbito do Pronampe-FGO e os efeitos temporários dos vencimentos de operações vinculadas a esses programas.

AutorRenan Dantas
FonteMoney Times
Distribuído por