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Sacre Investimentos
Economia
16/07/2026
3 min

Brasil bate recorde de exportações para a China no 1º semestre

Brasil bate recorde de exportações para a China no 1º semestre

As exportações brasileiras para a China somaram US$ 58,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, o maior valor já registrado para o período. As importações também alcançaram um recorde histórico, atingindo US$ 38,5 bilhões. Os dados são do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), que destaca a consolidação da China como principal parceiro comercial do Brasil.

O desempenho foi impulsionado pelo aumento das exportações de commodities, como soja, petróleo, minério de ferro e carne bovina, que continuaram a concentrar a maior parte da pauta comercial brasileira destinada ao mercado chinês. De acordo com o CEBC, a China permaneceu como a principal compradora desses produtos, absorvendo 69,5% da soja, 68,6% do minério de ferro, 54% do petróleo e 53% da carne bovina exportados pelo Brasil.

Os resultados reforçam a relevância da relação comercial entre os dois países em um cenário de incertezas no comércio internacional. Segundo o CEBC, além de ampliar a demanda por produtos brasileiros, a China também consolidou sua posição como principal fornecedora de bens ao mercado nacional, com destaque para os veículos eletrificados, o que evidencia o fortalecimento dos fluxos comerciais bilaterais no primeiro semestre de 2026.

China amplia liderança no comércio exterior brasileiro

Segundo o levantamento, a China respondeu por 31,6% de todas as exportações brasileiras no semestre, quase o triplo da participação dos Estados Unidos, segundo principal destino dos produtos nacionais. Nas importações, a potência asiática também liderou, com uma fatia de 27%, praticamente o dobro da participação americana. O saldo comercial brasileiro com a China foi positivo em US$ 19,8 bilhões, equivalente a 47% do superávit total do Brasil no período, que alcançou US$ 42,4 bilhões.

Entre os principais produtos embarcados para o mercado chinês, a soja manteve a liderança, com exportações de US$ 20,2 bilhões, alta de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. O grão respondeu por 34,7% da pauta exportadora para a China e teve o país asiático como destino de 69,5% de toda a soja exportada pelo Brasil, aponta o CEBC.

As exportações de petróleo atingiram US$ 15,1 bilhões, um novo recorde no primeiro semestre. De acordo com o CEBC, as tensões no Oriente Médio favoreceram o Brasil como fornecedor alternativo para a China, resultando nos maiores faturamentos mensais da série histórica iniciada em 1997 em março, abril e junho de 2026. Já as vendas de minério de ferro cresceram 9,4%, alcançando US$ 9,2 bilhões, enquanto as exportações de carne bovina chegaram ao recorde de US$ 4,8 bilhões no período.

Veículos eletrificados impulsionam importações da China

Pelo lado das importações, o destaque ficou para os veículos eletrificados chineses — elétricos, híbridos e híbridos plug-in —, cujas compras somaram US$ 5,3 bilhões no primeiro semestre. Segundo o CEBC, o avanço foi impulsionado pela antecipação dos embarques antes da entrada em vigor, em julho, da tarifa de importação de 35%. A China respondeu por 88% de todas as importações brasileiras desse segmento.

O levantamento do CEBC mostra ainda que São Paulo foi o principal estado importador de produtos chineses no período, concentrando 24,3% das compras, seguido por Santa Catarina (20,3%) e Espírito Santo (12,2%). No estado capixaba, os veículos elétricos representaram 65% das importações da China, e o Porto de Vitória respondeu por 57% do desembarque desses veículos no país.

Nas exportações, o Rio de Janeiro liderou entre os estados brasileiros, com vendas de US$ 13,6 bilhões para a China, o equivalente a 23,3% de tudo o que o Brasil exportou ao país asiático no semestre. O petróleo representou 94% da pauta fluminense destinada ao mercado chinês, reforçando a importância do estado no comércio bilateral, segundo o CEBC.

AutorMatheus Gonçalves
FonteExame
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