Brasil campeão? Goldman Sachs diz quem deve erguer a taça

Com a Copa do Mundo cada vez mais próxima, aumenta também a expectativa dos fãs de futebol. Entre apostas esportivas, bolões entre amigos e análises de especialistas, uma pergunta ganha destaque nas discussões: quem será o próximo campeão mundial?
Na tentativa de responder a essa questão, o Goldman Sachs elaborou um modelo estatístico capaz de projetar os possíveis resultados da competição. Utilizando dados históricos e métricas de desempenho das seleções, os analistas simularam todos os confrontos do torneio até chegar ao vencedor mais provável.
Quem será o campeão?
O levantamento prevê o desenrolar da competição desde a fase de grupos até a grande final e aponta confrontos importantes logo nas etapas iniciais do mata-mata, incluindo um clássico entre Argentina e Uruguai, além de um encontro entre Estados Unidos e Irã.
De acordo com as projeções, a principal candidata ao título é a Espanha, que aparece com 26% de probabilidade de conquistar sua segunda Copa do Mundo, repetindo o feito alcançado em 2010.
Na sequência aparecem França, com 19% de chance de levantar a taça, Argentina, com 14%, Brasil, com 8%, e Inglaterra e Holanda, ambas com 5%.
Segundo os especialistas do Goldman Sachs, o resultado segue uma tendência observada ao longo da história do torneio: quando uma seleção sul-americana conquista o título, a edição seguinte costuma ser vencida por uma equipe europeia.
A Espanha lidera as projeções principalmente por sua alta colocação no ranking Elo, critério utilizado pelo modelo para avaliar a força das seleções. Já a Argentina, embora esteja entre as equipes mais competitivas do cenário internacional, teria suas chances impactadas pela tendência histórica de queda de desempenho de equipes que chegam à competição como atuais campeãs.
A França, por outro lado, acabaria sendo eliminada pela Espanha antes da final. A Inglaterra também enfrentaria obstáculos adicionais relacionados à geografia, especialmente em partidas disputadas em cidades de maior altitude, como a Cidade do México.
E o Brasil?
O cenário considerado mais provável pelo modelo coloca o Brasil entre os quatro melhores times da competição.
Segundo a simulação, a Seleção Brasileira avançaria sem dificuldades pela fase de grupos e seguiria no mata-mata eliminando adversários como Japão, Noruega e Inglaterra.
A campanha brasileira, entretanto, terminaria na semifinal diante da Argentina. Na outra chave, a Espanha superaria a França e garantiria vaga na decisão contra os argentinos. Já o Brasil disputaria o terceiro lugar contra os franceses, encerrando sua participação na quarta colocação.
Como funciona o modelo?
O sistema desenvolvido pelo Goldman Sachs utiliza informações de aproximadamente 20 mil partidas entre seleções disputadas desde 1978 para estimar quantos gols cada equipe tende a marcar e sofrer ao longo da competição.
A metodologia tem como base o ranking Elo, criado inicialmente para avaliar jogadores de xadrez, mas atualmente amplamente empregado para medir a força relativa de equipes em diferentes modalidades esportivas.
Além do Elo, o banco considera outros fatores relevantes, como o momento recente das seleções, o histórico de desempenho em grandes torneios e aspectos geográficos. Essas variáveis ajudam a mensurar como as condições locais e características dos locais de jogo podem influenciar o desempenho de cada equipe.
*Sob supervisão de Renan Dantas
