Brasil deve deixar os EUA para trás — de novo — na produção de algodão em 2026/27

O Brasil deve se manter na liderança das exportações de algodão na safra 2026/27. A expectativa é de que o país produza 3,9 milhões de toneladas da pluma na atual temporada, segundo as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgadas nesta sexta-feira, 10.
O órgão americano reviu de3,8 para 3,9 milhões de toneladas a projeção para a produção brasileira da fibra. Apesar da revisão positiva, o volume ainda fica abaixo da safra recorde estimada para 2025/26, de 4,082 milhões de toneladas.
Por outro lado, as exportações brasileiras foram mantidas em 3,2 milhões de toneladas, consolidando o país como o maior fornecedor mundial de algodão.
Já os estoques finais foram reduzidos de 862 mil para 742 mil toneladas, refletindo uma parcela maior da produção destinada ao mercado externo.
O USDA também elevou sua estimativa para a produção mundial de algodão na temporada 2026/27. A safra global passou de 25,2 milhões para 25,5 milhões de toneladas.
O consumo também foi revisado para cima, de 26,511 milhões para 26,552 milhões de toneladas, permanecendo acima da produção. Com isso, os estoques finais globais tiveram apenas um leve aumento, passando de 15,487 milhões para 15,507 milhões de toneladas.
O cenário indica que o mercado continuará operando com oferta relativamente apertada, apesar do aumento na produção.
Algodão EUA e China
Nos Estados Unidos, o USDA elevou a previsão de produção de 2,9 milhões para 3 milhões de toneladas.
As exportações permaneceram estimadas em 2,7 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais aumentaram para 893 mil toneladas.
Já na China, maior produtora mundial da fibra, não houve mudanças nas estimativas. A produção foi mantida em 7,3 milhões de toneladas, com consumo doméstico de 9 milhões de toneladas e importações projetadas em 1,5 milhão de toneladas para a temporada 2026/27.
