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23/09/2026
3 min

Brasil é o país que mais usa criptomoedas no mundo, diz Chainalysis

Empresa de análise de blockchain calculou a "criptoeconomia" brasileira em US$ 252,5 bilhões, ficando acima de países como os EUA

Brasil é o país que mais usa criptomoedas no mundo, diz Chainalysis

Um relatório da empresa de análise de blockchain, Chainalysis, mostrou que o Brasil é o país com o maior grau de adoção de criptomoedas do mundo. A criptoeconomia do país somou US$ 252,5 bilhões entre 1º de julho do ano passado e 30 de junho deste ano.

"Não foi o mercado mais forte em nenhuma das categorias individuais que monitoramos. No entanto, em um ano em que mercados em baixa frearam o crescimento global, o Brasil apresentou consistentemente um desempenho sólido em relação ao seu porte, superando mercados mais consolidados, como o dos Estados Unidos", diz a empresa de análise.

O método utilizado para calcular o tamanho da criptoeconomia de cada país combinou fluxos de serviços (compra, venda, negociação, empréstimo e envio de criptomoedas tanto em entidades centralizadas quanto nas descentralizadas), transações domésticas com criptoativos entre pares, fluxos internacionais de ativos digitais e o balanço acumulado do que os residentes dos países possuem on-chain.

No top 10, vêm depois do Brasil nesta ordem: Estados Unidos, Nigéria, Japão, Coreia do Sul, Índia, Ucrânia, Tailândia, África do Sul e Canadá.

Bear market derrubou economia cripto

A Chainalysis aponta que a criptoeconomia global encolheu 1,6% no período, em uma queda motivada pelo bear market do bitcoin desde que a criptomoeda atingiu sua máxima histórica em outubro do ano passado, aos US$ 126 mil. O BTC chegou a cair 50% deste patamar nos piores momentos do ano.

Na métrica de serviços cripto, a empresa de análise afirma que o fluxo de capital para corretoras de criptomoedas, protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) e outros negócios caiu 4,3%, de US$ 9,3 trilhões para US$ 8,9 trilhões.

Gráfico da atividade cripto no mundo em 2026

Gráfico da atividade cripto no mundo em 2026, segundo a Chainalysis

Ao mesmo tempo, a movimentação de valor direta entre carteiras de criptomoedas dentro dos países cresceu 302,9%, saindo de US$ 56,8 bilhões para US$ 228,7 bilhões.

Stablecoins crescem

Por outro lado, as transferências internacionais com stablecoins dispararam, com a estimativa "conservadora" da Chainalysis para o valor mensal mais do que sobrando de US$ 11 bilhões em janeiro de 2025 para US$ 24 bilhões em 2026. "O volume de stablecoins transacionadas de maneira transfronteiriça cresceu 77,5% no período, passando de US$ 124,2 bilhões para US$ 220,3 bilhões", diz o relatório.

"A maior parte do que chega a um serviço cripto consiste em uma operação de negociação ou em uma entrada de capital (on-ramp), e ambas acompanham a variação de preço. Quando o mercado cai pela metade, a mesma operação envolve metade do valor em dólares, e o volume de negociação especulativa também diminui, acompanhando a mudança no sentimento do mercado", detalha a Chainalysis.

"Um pagamento com stablecoin não apresenta essas características: ele é denominado em dólares, tem seu valor definido pela quantia que o remetente precisa transferir e ocorre independentemente de o mercado estar em alta ou em baixa."

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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