BrasilAgro (AGRO3) prevê produção 6% maior em 2026/2027, apesar de reduzir área plantada; veja estimativas
A BrasilAgro (AGRO3) estima produzir 452,9 mil toneladas de grãos e algodão na safra 2026/2027, crescimento de 6% em relação às 426,4 mil toneladas obtidas no ciclo anterior. A expansão deve ocorrer mesmo com uma redução de 1% na área total em produção, de 166,995 mil para 165,208 mil hectares. Segundo a companhia, o planejamento […]

A BrasilAgro (AGRO3) estima produzir 452,9 mil toneladas de grãos e algodão na safra 2026/2027, crescimento de 6% em relação às 426,4 mil toneladas obtidas no ciclo anterior.
A expansão deve ocorrer mesmo com uma redução de 1% na área total em produção, de 166,995 mil para 165,208 mil hectares. Segundo a companhia, o planejamento considera um cenário climático desafiador, diante da perspectiva de um El Niño de forte intensidade.
A estratégia será priorizar culturas e áreas com melhor relação entre risco e retorno. A BrasilAgro prevê reduzir em 5% a área de soja, para 74,425 mil hectares, e descontinuar o plantio de feijão safrinha.
A área total destinada ao milho deve crescer 7%, para 27,611 mil hectares. A companhia também projeta um avanço de 21% nas pastagens, que devem alcançar 10,732 mil hectares.
No algodão, a área consolidada deve cair 27%, para 2,608 mil hectares. A BrasilAgro explica que reduzirá em 70% a área de algodão de primeira safra, enquanto o cultivo de segunda safra avançará 36%, majoritariamente em áreas irrigadas.
Soja e milho sustentam avanço da produção
A colheita de soja está estimada em 259,138 mil toneladas, alta de 1% ante a safra anterior, apesar da redução da área cultivada.
Para o milho de primeira safra, a BrasilAgro espera uma produção de 85,319 mil toneladas, crescimento de 17%. Já a colheita de milho safrinha deve aumentar 22%, para 96,111 mil toneladas.
A produção de algodão de primeira safra deve recuar 74%, para 2,368 mil toneladas. Em sentido contrário, a companhia projeta crescimento de 32% no algodão safrinha, para 10,010 mil toneladas.
Na safra 2025/2026, a produção de grãos e algodão ficou 4% abaixo da estimativa inicial da empresa. A BrasilAgro atribuiu o desempenho à redução da área plantada, aos eventos climáticos adversos e a desafios operacionais no desenvolvimento das lavouras.
Ainda assim, o volume produzido cresceu 16%, ou 60,3 mil toneladas, na comparação com a temporada anterior, mesmo com uma área colhida 3% menor.
Pecuária deve crescer 62%
A BrasilAgro também prevê uma expansão expressiva de sua operação pecuária. A produção de carne deve avançar 62% na safra 2026/2027, alcançando 2,363 milhões de quilos.
O rebanho estimado é de 15,554 mil cabeças, aumento de 36%, enquanto o ganho de peso por hectare deve subir 33%, para 220 quilos. A área de pastagem prevista é de 10,732 mil hectares.
Segundo a companhia, áreas marginais e em seus primeiros anos de desenvolvimento serão destinadas à pecuária, reduzindo a exposição desses terrenos ao risco climático.
Custos sobem para soja, milho e cana
A BrasilAgro estima aumento de 2% no custo de produção da soja, para R$ 5.157 por hectare. No milho de primeira safra, o custo deve avançar 9%, para R$ 5.057 por hectare.
Para a cana-de-açúcar, a projeção é de aumento de 10%, para R$ 11.004 por hectare. Em contrapartida, os custos devem cair 12% no milho safrinha, 20% no algodão de primeira safra e 11% no algodão safrinha.
