Braskem (BRKM5): Novo controlador lança OPA; veja quando será o leilão
O FIP Shine lançou oficialmente a oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Braskem (BRKM5), após concluir a operação que resultou na aquisição do controle da petroquímica. Segundo fato relevante divulgado pela Braskem, a oferta ocorre em decorrência da alienação do controle acionário da companhia e segue as regras previstas na Lei das S.A., […]

O FIP Shine lançou oficialmente a oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Braskem (BRKM5), após concluir a operação que resultou na aquisição do controle da petroquímica.
Segundo fato relevante divulgado pela Braskem, a oferta ocorre em decorrência da alienação do controle acionário da companhia e segue as regras previstas na Lei das S.A., no estatuto social da empresa e na regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O leilão da OPA está marcado para 16 de outubro de 2026. A companhia orientou os acionistas a consultarem o edital e os demais documentos relacionados à operação antes de decidirem pela adesão à oferta.
O que está por trás da OPA da Braskem?
A oferta é mais um capítulo da mudança no controle da petroquímica. Em abril, o FIP Shine celebrou um contrato com a Novonor, em recuperação judicial, e a NSP Investimentos para adquirir ações ordinárias e preferenciais que representavam o controle da Braskem.
A operação de alienação de controle foi concluída em 3 de junho. Poucos dias depois, em 11 de junho, foi protocolado o pedido de registro da OPA. Em 21 de setembro, a Braskem informou que o pedido havia sido aprovado.
Sob a atual estrutura de controle, a IG4, por meio do fundo Shine, detém 50,1% das ações com direito a voto da Braskem, enquanto a Petrobras(PETR4) possui 47%.
A OPA é conduzida pelo Shine I Fundo de Investimento em Participações, gerido pela Vórtx Capital. O BTG Pactual atua como instituição intermediária e garantidora da operação.
Braskem está em recuperação extrajudicial
A mudança no controle e a OPA acontecem em meio ao processo de reestruturação financeira da petroquímica.
Em 24 de agosto, a Braskem confirmou a entrada em um processo de recuperação extrajudicial, inicialmente com adesão de 39,6% dos credores. Com isso, a companhia conseguiu mais 90 dias de proteção enquanto trabalha na elaboração do plano definitivo de reestruturação, que deverá alcançar adesão de 50% mais um dos credores.
Diferentemente da recuperação judicial, a recuperação extrajudicial permite que uma empresa em dificuldades financeiras negocie diretamente com seus credores os termos para reorganizar suas dívidas.
No caso da Braskem, o plano prevê alongamento dos prazos das dívidas e capitalização dos juros durante um período de carência, conhecido como relief. A ideia é reduzir a pressão financeira no curto prazo e abrir espaço para que a petroquímica ajuste sua operação e sua estrutura de capital.
Os principais acionistas, incluindo Petrobras e Shine I, apoiaram a medida. Também está no radar a possibilidade de aportes de capital pelos acionistas caso a recuperação da companhia não alcance as metas previstas.
Nesse cenário, a OPA adiciona mais uma etapa à reorganização societária da Braskem após a saída da Novonor do controle.
A Braskem afirmou ainda que continuará informando o mercado sobre eventuais desdobramentos relevantes relacionados à operação.
