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24/07/2026
3 min

Brava Energia (BRAV3) recomenda que acionistas aceitem OPA da Ecopetrol

Brava Energia (BRAV3) recomenda que acionistas aceitem OPA da Ecopetrol

O conselho de administração da Brava Energia (BRAV3) recomendou que os acionistas aceitem a oferta pública de aquisição de ações (OPA) para aquisição de controle lançada pela Ecopetrol Investimentos do Brasil, subsidiária integral da Ecopetrol. A decisão foi aprovada em reunião realizada nesta sexta-feira (24), conforme fato relevante divulgado pela companhia.

Segundo a Brava, o parecer fundamentado do conselho é favorável à aceitação da oferta, observadas as considerações, fundamentos e ressalvas contidas no documento. A companhia ressaltou, no entanto, que a decisão final cabe exclusivamente a cada acionista, recomendando a leitura do edital, do parecer e dos demais documentos da operação, além da realização de avaliações próprias sobre os impactos financeiros, legais, fiscais e cambiais da oferta, com eventual apoio de assessores especializados.

A Ecopetrol pretende adquirir 116,1 milhões de ações da Brava, equivalentes a cerca de 25% do capital social. Somadas às ações já contratadas por meio do acordo de compra e venda (SPA), a estatal colombiana passará a deter aproximadamente 51% da companhia, caso a oferta seja bem-sucedida.

O leilão da oferta está agendado para 5 de agosto, às 15h (horário de Brasília), enquanto a liquidação financeira da operação está prevista para 17 de agosto.

Planos da Ecopetrol e impactos

Na avaliação do conselho, os planos estratégicos apresentados pela Ecopetrol são compatíveis com a estratégia atualmente adotada pela Brava. A estatal colombiana afirmou que pretende manter a companhia listada na B3, preservar sua identidade corporativa e utilizar a Brava como plataforma de longo prazo no Brasil, com foco na recuperação de reservas, aumento da produção, disciplina de capital e otimização da estrutura de financiamento.

O parecer também conclui que a operação não deve provocar impactos relevantes sobre o endividamento da companhia. A Brava informou que obteve as anuências necessárias de credores para evitar o vencimento antecipado de dívidas e que os custos relacionados ao pagamento de prêmio aos debenturistas são pouco significativos diante da posição de caixa da empresa.

Em relação aos contratos, a companhia afirma não ter identificado impactos relevantes decorrentes da mudança de controle. A única exceção é a arbitragem iniciada pela Westlawn Energia Brasil sobre o contrato de operação conjunta dos campos de Atlanta e Oliva. Segundo o conselho, o processo está em estágio inicial e ainda não é possível prever seu desfecho.

Em relatório divulgado anteriormente, o Banco Safra afirmou que, após a mudança de controle da Brava, ainda deve haver incertezas sobre a estratégia da companhia, o que pode limitar o desempenho das ações até que essas dúvidas sejam esclarecidas.

O Safra mantém recomendação neutra para a Brava por entender que a geração de caixa da companhia deve continuar pressionada no curto prazo, em razão do elevado nível de investimentos (capex) e dos desembolsos relacionados ao earn-out.

AutorKaype Abreu
FonteMoney Times
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