Brent volta a superar US$ 90 com guerra entre EUA e Irã

O petróleo voltou a disparar nesta segunda-feira, 20, com o barril do Brent superando os US$ 90, à medida que a guerra entre Estados Unidos e Irã entrou no nono dia consecutivo de ataques e aumentou os temores sobre interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Hormuz, uma das principais rotas de exportação da commodity no mundo.
A alta ocorre após nove dias consecutivos de ataques entre os dois países, aumentando os temores sobre interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Hormuz, uma das principais rotas de exportação da commodity no mundo.
Na abertura dos mercados, o Brent avançava mais de 2%, enquanto investidores reagiam à intensificação do conflito e ao risco de novos impactos sobre a oferta global de petróleo.
A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atingido aeronaves americanas no aeroporto de Aqaba, na Jordânia, além de ativos militares dos Estados Unidos no Kuwait e na Síria. Sirenes também soaram no Bahrein, enquanto o exército kuwaitiano informou ter interceptado drones iranianos.
Em resposta, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou uma nova onda de ataques para reduzir a capacidade do Irã de atingir embarcações comerciais que cruzam a região, sem informar quais alvos foram atingidos.
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Hormuz preocupa mercado de petróleo
A Guarda Revolucionária informou que dois petroleiros ficaram danificados após tentarem navegar por uma rota alternativa ao sul do Estreito de Hormuz, considerada insegura por Teerã. Segundo o Irã, os navios teriam seguido orientação das forças americanas. A informação, no entanto, não foi confirmada de forma independente.
No fim de semana, a agência marítima britânica UKMTO já havia relatado um incêndio em uma embarcação próxima à costa de Omã. Teerã afirmou ainda que o estreito permanecerá inseguro enquanto durar a ofensiva americana.
Dados da LSEG mostram que apenas quatro embarcações cruzaram o Estreito de Hormuz no domingo, metade do volume registrado no dia anterior, sinalizando os primeiros impactos sobre o tráfego marítimo.
A valorização do petróleo amplia a preocupação dos investidores com um novo choque de energia e seus efeitos sobre a inflação global.
Segundo analistas, o conflito deve continuar sendo o principal fator para os mercados nesta semana, levando investidores a reavaliar as expectativas para os juros do Federal Reserve e também para a Selic.
